Futebol

Jesus: "Não preciso que um vice-presidente me venha alertar" para apuramento da Champions

Jorge Jesus, treinador do Benfica

Foto Epa

Jorge Jesus, técnico do Benfica, assumiu com naturalidade a obrigatoriedade do apuramento para a Champions na próxima época e sentiu-se incomodado com as declarações de Jaime Antunes, vice-presidente, que abordou o tema. O técnico diz que o futebol português está pior fora do campo e confirma titularidade de Seferovic, em Guimarães.

Assume a obrigatoriedade do apuramento para a Champions, em agosto, como defendeu o vice-presidente Jaime Antunes? "Claro que sim, onde está a dúvida? A responsabilidade é a mesma do que quando aqui cheguei e é grande. Não preciso que um 'vice' do Benfica me venha alertar para esse facto, pois falo todos os dias com o presidente de futebol, com Rui Costa, Domingos Soares Oliveira e também Tiago Pinto quando cá estava", respondeu o treinador.

"Estou habituado a falar de futebol com essas pessoas e tenho de falar para quem? Para os adeptos. E como? Ganhando. Mostrando o que o Benfica tem feito neste final de campeonato. Para esses é que tenho de falar, para os outros não", sublinhou o técnico visivelmente incomodado.

Jorge Jesus falava no lançamento do embate desta quarta-feira (20 horas) diante do Vitória de Guimarães. Admitiu poupanças, devido ao embate da final da Taça de Portugal, quatro dias mais tarde, mas que não incluem Seferovic, envolvido na luta pelo titulo de melhor marcador da prova. "Esse [Seferovic] não vou abdicar e vai jogar certamente. O objetivo passa pela vitória e ajudá-lo", clarificou.

Por outro lado, entende, neste ano de regresso a Portugal, ter encontrado um futebol diferente. "Tacticamente mais evoluído pela qualidade dos seus treinadores e há mais equilíbrio entre as equipas pequenas e os três ou quatro grandes. Mas encontrei um futebol português fora das quatro linhas pior do que quando saí daqui. Está muito agressivo e não há respeito por muitas coisas. A comunicação está muito agressiva, não o valoriza, nem defende o respeito das pessoas. Neste ponto de vista está completamente diferente para pior", defendeu.

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