Jogos Olímpicos

Tom Daley, medalhado com ouro e mestre no tricô

Eduardo Pedrosa Costa

Tom Daley participou pela primeira vez nos Olímpicos com apenas 14 anos

Foto Twitter/jogos Olímpicos

Tom Daley já era uma figura marcante dos Jogos Olímpicos e na edição de Tóquio continuou a mostrar porquê. Para além da sua habilidade no salto sincronizado, o britânico destacou-se pela capacidade de tricotar e o momento em que opta por o fazer.

Tom Daley ficou conhecido em 2008 quando foi o mais jovem de sempre a incorporar a equipa da Grã-Bretanha e o mais novo dessa edição a alcançar uma final, com apenas 14 anos. "Bebé de Pequim" foi o nome pelo qual ficou mediático e voltou a alimentar este mediatismo em 2013.

"Esta primavera, a minha vida mudou. Mudou massivamente. Mudou quando conheci alguém. Alguém que me faz tão feliz, que me deixa tão seguro. É ótimo. E essa pessoa é um homem", disse, num vídeo publicado nas suas redes sociais. Tornou-se assim num dos primeiros atletas a abrir-se em relação à sua homossexualidade e foi considerado como um pioneiro para criar um "à vontade" em torno deste assunto que, durante anos, foi um tabu.

"Sinto-me incrivelmente orgulhoso por dizer que sou um homem gay e também um campeão olímpico. Quando era mais novo, achava que nunca poderia alcançar nada por ser quem era", referiu.

Apesar de um torneio abaixo das expectativas em 2016, a imprensa inglesa considerava os Olímpicos de 2020 como a última grande oportunidade para Daley conquistar o ouro. Alcançou a meta tão esperada e venceu a medalha de ouro no salto sincronizado, ao lado de Matty Lee.

Para além da grande vitória, outro aspeto que destacou Daley nestes Olímpicos foi a sua habilidade para o tricô. Foi visto a tricotar enquanto assistia à final feminina da modalidade que pratica e rapidamente se tornou tema de conversa nas redes sociais. O britânico nunca escondeu esta capacidade, tendo inclusive uma página de Instagram onde mostra as suas produções.