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Chelsea-F. C. Porto

Análise de João Henriques: "Faltou mais critério no último terço para o golo surgir mais cedo"

Análise de João Henriques: "Faltou mais critério no último terço para o golo surgir mais cedo"

O treinador de futebol João Henriques faz a análise ao jogo desta terça-feira entre Chelsea e F. C. Porto, na segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, em Sevilha, que terminou com a vitória dos dragões por 1-0, insuficiente para seguir em frente na competição, depois da derrota por 2-0 na primeira mão.

No conjunto dos 180 minutos, o F. C. Porto foi a melhor equipa, a que teve mais qualidade e que esteve melhor estrategicamente. Ontem, a abordagem do Sérgio Conceição voltou a ser muito bem delineada , mas o golo apareceu tarde. O Chelsea respeitou muito o poderio dos dragões.

Abordagem equilibrada

O Sérgio Conceição havia dito que era importante não ir com muita sede ao pote e foi isso que aconteceu. O F. C. Porto foi, desde o início, uma equipa sempre equilibrada, mas muito agressiva e muito pressionante a impedir que o Chelsea conseguisse uma construção de jogo fácil. Aliás, foi assim que conseguiu a primeira oportunidade, numa recuperação de bola do Corona perto da área do Chelsea. Os primeiros minutos acabariam por confirmar o que seria um jogo muito tático.

Extremos tocam-se à direita

O F. C. Porto apresentou duas nuances táticas muito interessantes em organização ofensiva. Com o regresso de Sérgio Oliveira à equipa, Otávio foi desviado para a esquerda mas jogou sempre muito por dentro e a criar dificuldades ao Chelsea. Esse movimento também permitiu a sobreposição dos dois alas, com Otávio e Corona muitas vezes no corredor direito, a tentar surpreender o Chelsea. Para isto também foram importantes o três médios do F. C. Porto, que mantiveram a equipa sempre equilibrada, apesar de jogar muito subida.

Médios seguram o Chelsea

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O Chelsea vinha com vantagem de dois golos e teve como maior preocupação manter a baliza a zeros, para depois tentar aproveitar os erros do adversário. A equipa inglesa respeitou muito o poderio do F. C. Porto e teve o mérito de manter sempre a equipa estável, mesmo depois do Sérgio Conceição ter arriscado com a entrada do Taremi e a mudança para o 4x4x2. Os dois médios, Jorginho e Kanté, taparam muito bem os espaços no meio-campo e fizeram uma exibição defensiva extraordinária.

Golo pecou por tardio

Nos 180 minutos, o F. C. Porto foi a melhor equipa, mas ontem faltou mais critério no terço ofensivo, que fizesse com que o golo aparecesse mais cedo e não já no período das compensações. Esse golo seria o momento decisivo na eliminatória e estou convicto de que o F. C. Porto conseguiria um resultado ainda melhor, se houvesse maior eficácia e se o golo do Taremi surgisse mais cedo. Esta eliminatória decidiu-se nos pormenores.

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