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André Villas-Boas: "Restam-me quatro anos como treinador"

André Villas-Boas: "Restam-me quatro anos como treinador"

O treinador português reafirmou o desejo de terminar a carreira cedo e manifestou a intenção de dirigir uma Seleção no futuro próximo.

O treinador português André Villas-Boas revelou esta segunda-feira a intenção de orientar uma seleção nacional, sendo que o próximo desafio profissional, que até pode muito bem ser o último, deve passar pelo estrangeiro.

"Devo continuar a minha carreira no estrangeiro. Sou de ideias muito precisas e, tal como disse, não devo ultrapassar os 15 anos como treinador, pelo que me restam apenas quatro. Tenho de escolher bem o projeto, e gostaria que passasse também por uma Seleção. Vamos ver o que se passa no Campeonato da Europa e como é que o mercado se agita", referiu o treinador português.

André Villas-Boas reconheceu que o mercado para treinadores está "muito fechado" e mostrou preocupação pelo facto de muitos técnicos portugueses estarem atualmente sem projetos desportivos.

"É altura de se fazer uma reflexão e de a Associação Nacional e Treinadores nos juntar para debatermos esta incógnita. Temos uma marca interessante no futebol europeu e este paradigma pelo qual estamos a passar não é bom", defendeu André Villas-Boas, que está sem clube desde que deixou o comando dos franceses do Marselha: "Há alguns anos os treinadores portugueses eram a referência na Europa, mas agora o paradigma está a mudar".

Por outro lado, André Villas-Boas nunca escondeu o desejo de assumir a presidência do F. C. Porto, mas considerou que ainda não é o momento de abordar esse tema.

"O meu clube está muito bem entregue e bem gerido. Temos um presidente que nos levou ao sucesso nacional e internacional como nenhum outro e continuo a defendê-lo sempre. Tudo o que fizer em relação à presidência do F. C. Porto teria de ser algo arrebatador, no sentido de ser uma escolha unânime dos portistas. Se não for assim, não vale a pena", completou.

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