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Antigo diretor reage à decisão de viabilizar venda das ações da SAD do Ac. Viseu

Antigo diretor reage à decisão de viabilizar venda das ações da SAD do Ac. Viseu

O Tribunal da Relação de Coimbra viabilizou a transação das ações da SAD do Académico de Viseu, após ter sido negado um recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) no caso que opõe o presidente da sociedade e o antigo diretor do clube, que reagiu em comunicado.

A decisão do Tribunal da Relação de Coimbra confirmou a revogação decretada pelo Tribunal Judicial de Viseu, a 11 de outubro de 2019, que determinava o arrolamento de 51% das ações da SAD viseense, impedindo a sua venda e restituindo a titularidade a António Albino, que presidente ao clube e à sociedade desportiva.

O antigo diretor desportivo do Académico André Castro recorreu da decisão da Relação de Coimbra e pretendia levar o caso para o STJ, mas esta instância de recurso "não admitiu o recurso de revista para o STJ que tinha como objetivo pôr em causa o seu anterior acórdão", avançou na sexta-feira a SAD do Ac. Viseu.

"A lei portuguesa, no âmbito dos procedimentos cautelares, não permite o recurso para o STJ, exceto em casos excecionais", o que, segundo o tribunal, "não se verifica neste caso concreto", acrescentou a SAD.

O caso tem-se arrastado desde a Assembleia Geral do clube de 27 de janeiro de 2018, quando António Albino disse ser detentor da maioria das ações da SAD. Nessa reunião magna, André Castro reclamou a titularidade de 51% das ações através da empresa Sportivision, da qual era sócio com a mulher, Daniela Lima.

Depois de ter visto o Tribunal de Viseu dar-lhe razão na intenção de impedir a alienação das ações, enquanto não fosse definida a titularidade das mesmas, a Relação de Coimbra, num acórdão datado de 4 de fevereiro, revogou a decisão e repôs a situação anterior, com a restituição das ações ao presidente António Albino.

André Castro reagiu este sábado, em comunicado, à decisão do tribunal. "Longe de se 'congratular' com essas decisões, a Académico SAD (e, por inerência, o Académico Clube) devia estar altamente inquietada com os efeitos potenciais das mesmas, onde se incluem o de acontecer ao Académico de Viseu o que aconteceu ao Belenenses: uma vez que, no Viseu, em termos institucionais e passe a imagem, o Ex.mo Sr. António Albino faz de Dr. Patrick Morais de Carvalho e de Dr. Rui Pedro Soares ao mesmo tempo (!), e, além disso, é pessoalmente o acionista maioritário da SAD, d"hoje-prá'manhã o Académico Clube não estará a salvo, abstrata e juridicamente, de cair no último escalão dos distritais e a Académico SAD de mudar o nome para Spartak de Viseu ou Al-Ain de Viseu trocando o preto na cor das camisolas por equipamentos em túnicas brancas - e a SAD 'congratula-se' por isso... e o Clube é complacente com essa 'congratulação'", refere o documento,

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O atual diretor desportivo do Leixões anota que "os autos em causa são apenas cautelares e qualquer decisão proferida quanto à providência de arresto não dá nem tira razão quanto à pretensão do signatário que só será decidida nos autos da ação principal, que ainda nem sequer foi intentada" e deixou críticas ao Tribunal da Relação de Coimbra, falando em "bizarras e enigmáticas decisões".

Segundo André Castro, o "acórdão proferido pela Relação de Coimbra confirma, pela terceira vez neste processo, o acerto da decisão quanto aos factos alegados pelo signatário e impugnados pelo Sr. António Albino que, sem sucesso, os tentou desmentir - e são esses factos o elemento decisivo na acção principal".

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