Pinto da Costa

"Apedrejamento não foi motivo para Conceição pensar em deixar o F. C. Porto"

"Apedrejamento não foi motivo para Conceição pensar em deixar o F. C. Porto"

O presidente dos dragões, Pinto da Costa, abordou vários temas da atualidade, depois de ter recebido o prémio Honra e Mérito da Associação de Futebol do Porto, garantindo que o ataque ao carro onde seguia parte da família de Sérgio Conceição é "um caso de polícia". Sobre Taremi, defendeu que o avançado revelou um "enorme caráter" na defesa dos direitos humanos no Irão.

Na antevéspera do regresso dos jogos do campeonato, o líder dos dragões sentiu a "equipa muito bem". "Treinaram muito bem - com o nosso treinador não é possível trabalharem mal -, portanto estou perfeitamente confiante que, a partir de agora, estaremos melhor e ao nosso ritmo habitual para as nossas vitórias habituais", afirmou Pinto da Costa, antes de ser questionado se a conquista do bicampeonato é o grande sonho neste momento.

"O meu sonho mais próximo é ganhar ao Braga, depois, jogo a jogo, vamos vendo. Mas o objetivo é sermos campeões", assumiu, admitindo compreender a insatisfação dos adeptos, depois da pesada derrota com o Club Brugge, para a Champions, e do empate com o Estoril, no campeonato.

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"Ficarei preocupado quando os sócios do F. C. Porto não ficarem aborrecidos com qualquer desaire da equipa. É sinal que estão habituados a ganhar, que o F. C. Porto é clube vencedor, tal como os jogadores e equipas técnicas", defendeu Pinto da Costa que não compreende, claro, o ataque de que foi alvo o carro da família de Conceição, após o duelo da Liga dos Campeões.

"É um caso de polícia, que está a averiguar o que aconteceu. Ponham-se no lugar dele [Conceição]... pensem que estão a trabalhar, e que o carro da vossa mulher e filhos é apedrejado. Felizmente, o Sérgio é homem forte, de grande carácter e determinação. É natural que o abalou, mas não o fez pensar em deixar de treinar o F. C. Porto só porque um maluco qualquer atira uma pedra ao carro", afirmou o presidente dos dragões.

Vieira e o adeus de Rafa

Pinto da Costa comentou, ainda, um excerto do livro de Luís Filipe Vieira, em que o antigo presidente do Benfica afirma que Pinto da Costa lhe disse que, no Porto, nunca seria detido. "A afirmação do Vieira não é verdadeira, porque não acredito que a Justiça seja diferente por cidade ou região. Não é verdade e é fácil de demonstrar isso", explicou.

Sobre as polémicas que têm envolvido Mehdi Taremi, Pinto da Costa preferiu destacar outro ângulo na vida do avançado iraniano: "Taremi? Quero realçar a nobreza dele por tomar partido no caso da rapariga que foi assassinada e ter a coragem de, num regime daqueles, tapar o emblema, tapar a cara dele no Facebook e assumir-se na defesa dos direitos humanos. Isso revela o grande caráter e o grande homem que o Taremi é".

Questionado se se pensa recandidatar à presidência portista, foi claro: "Mas há eleições? Acha que estou preocupado com o que vai acontecer daqui a um ano e meio?", devolveu, antes de abordar o adeus de Rafa à seleção nacional e a eliminação de Portugal na Liga das Nações.

"É óbvio que fiquei desiludido [com a derrota de Portugal frente à Espanha]. Algum português ficou alegre? É óbvio que não. O Rafa não é um assunto meu, para esse peditório não vou dar. É um assunto do Rafa, da seleção e, porventura, do Benfica. Habituei-me a ver a grande maioria dos jogadores a terem vontade de ir à seleção. É o ponto alto da carreira de qualquer jogador, no geral. Em casos particulares, não entro", finalizou Pinto da Costa.

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