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Árbitros sem mãos a medir com quem está no banco

Árbitros sem mãos a medir com quem está no banco

Esta época, já se registaram 47 expulsões de pessoas que não estão a jogar. Número é superior ao mesmo período da época passada.

Como se estar atento ao que se passa dentro de campo fosse pouco, os árbitros também não têm mãos a medir quanto ao que se passa para lá das quatro linhas, particularmente na zona dos bancos, focos de queixas, protestos e gestos reiterados e insistentes e que explicam aquela convicção tão portuguesa. Até pode ser que os jogos também se ganhem fora do campo, mas isso vem com custos. Entre treinadores, adjuntos e dirigentes, só na última jornada foram mostrados seis cartões vermelhos a pessoas que estão nos bancos ou na ficha de jogo, elevando para 47 o total de expulsões na Liga de membros que estão fora do campo, mais 11 do que as registadas na época passada, no mesmo período.

A 23.ª ronda do campeonato igualou o recorde de cartões vermelhos mostrados a pessoas alheias aos jogos, com Boavista, Benfica, Vizela, Moreirense e F. C. Porto a ficarem com a ficha manchada. Um dos aspetos que saltam mais à vista é o facto de apenas quatro do total das expulsões verificadas serem de treinadores principais (Petit, Ricardo Soares, Carlos Carvalhal e Ricardo Sá Pinto). Curioso, mas não inocente. "É normal que a maioria dos vermelhos sejam para pessoas sem grande importância para a equipa, porque assim o banco nunca fica diminuído no jogo seguinte", explica o árbitro Paulo Pereira. "As multas e as suspensões não são significativas, caso contrário as pessoas pensariam duas vezes", acrescenta.

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