
Rui Costa, presidente do Benfica
Foto: Álvaro Isidoro / Global Imagens
O Benfica entende que a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia, que considerou que a UEFA e a FIFA abusaram da sua "posição dominante" na sua ação contra a criação da controversa Superliga de futebol, não faz dessa competição “uma prioridade ou alternativa”.
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Os responsáveis pelos encarnados defendem, em comunicado, que “a Superliga Europeia continua a não ser uma prioridade ou alternativa e que um crescente entendimento e forte cooperação entre a UEFA e a ECA são o modelo que melhor defende os valores, a tradição e os pergaminhos do futebol europeu”.
“Ainda que a decisão hoje proferida venha a colocar um ponto final no monopólio da UEFA no que respeita à organização de competições – e se abram novos horizontes e desafios futuros –, há um pressuposto a salvaguardar: a permanência e defesa das Ligas internas e das competições nacionais”, acrescentam as águias.
O Tribunal de Justiça da União Europeia considerou hoje contrária à legislação europeia a decisão da FIFA e da UEFA de proibir futebolistas e clubes de participarem em competições privadas, tal como a Superliga proposta em 18 de abril de 2021.
O mais alto órgão administrativo da UE considerou que a UEFA e a FIFA abusaram da sua "posição dominante" na sua ação contra a criação da controversa Superliga de futebol.
Real Madrid e FC Barcelona são os resistentes entre os 15 fundadores do projeto original - apesar de só terem sido revelados os nomes de 12 -, que preconizava uma competição com 20 clubes, que foi contestada por diversos quadrantes, desde as estruturas da modalidade até aos governos nacionais, passando pelos próprios adeptos.
Em outubro de 2022, foi criada a empresa A22, promotora do projeto, que readaptou o plano inicial, em fevereiro de 2023, sob novos princípios e um modelo com 60 a 80 clubes, que fosse aberto, sem membros permanentes e alicerçado no mérito desportivo.
