Taça de Portugal

Artur Jorge: "Não foi um jogo de grande nível da nossa parte"

Artur Jorge: "Não foi um jogo de grande nível da nossa parte"

O treinador do Braga, Artur Jorge, admitiu que a exibição dos guerreiros não deslumbrou mas salientou que o mais importante foi alcançado. A vitória, por 2-1, sobre o Moreirense valeu o apuramento para os oitavos de final, com o técnico dos cónegos, Paulo Alves, a destacar que a sua equipa foi a melhor durante a primeira parte.

"Objetivo cumprido e muito se resume ao facto de termos ganhado e passado à próxima eliminatória. Além da vitória, não foi um jogo de grande nível da nossa parte, estivemos uns furos abaixo do que podemos e sabemos fazer, mas fica o resultado", resumiu Artur Jorge, que também se questiona sobre quais as razões que ditam as exibições menos conseguidas por parte dos guerreiros.

"Gostava de saber porquê [exibição menos conseguida], na primeira parte foi mais desligada, houve alguma ansiedade, errámos mais passes do que é normal, não tivemos tanta ligação entre setores. Procurámos reagir ao intervalo, ter uma abordagem diferente, melhorámos ligeiramente, mas ainda aquém do que já fizemos e podemos fazer", admitiu Artur Jorge, satisfeito pela chamada de Ricardo Horta para o Campeonato do Mundo.

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"Muito feliz pelo Ricardo Horta, é um prémio muito justo pelo seu trabalho no Sporting de Braga. Esperamos agora que possamos ter mais, já que o Vitinha não entra na lista, estão mais três pré-convocados [Racic, Diego Lainez e Abel Ruiz], esperemos que possam ir ao Mundial", destacou.

Já Paulo Alves, líder do Moreirense, não escondeu que a questão física acabou por assumir um papel determinante no desfecho do encontro da quarta eliminatória da prova rainha do futebol português.

"A questão física, eventualmente, foi um ponto importante porque muitos dos jogadores não tinham o ritmo constante de jogo e fomos percebendo que isso levou a que tivessem mais dificuldades em aguentar. Mas, não há vitórias morais, estamos tristes por sair. Eu tinha dito que vínhamos discutir o resultado do princípio ao fim e isso foi mais que evidente. Na primeira parte fomos claramente superiores e podíamos e devíamos ter ido para o intervalo a vencer, até de forma consistente", afirmou o técnico da equipa da Liga 2.

"Na segunda parte, o Braga lançou todas as armas, foi criando dificuldades, mas sem grandes oportunidades e numa situação de ressaltos e tabelinhas acabou por [marcar e] passar. Ainda tivemos uma boa oportunidade para levar o jogo para prolongamento, mas saímos de cabeça levantada e mostrámos porque estamos a fazer o campeonato que estamos a fazer", destacou, ainda, Paulo Alves.

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