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Barreda vence nas motas, De Soultrait lidera Rali Dakar

Barreda vence nas motas, De Soultrait lidera Rali Dakar

O espanhol Joan Barreda (Honda) venceu esta quarta-feira a quarta de 12 etapas da 43.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno, que se disputa na Arábia Saudita, mas o novo líder é o francês Xavier de Soultrait (Husqvarna).

Barreda concluiu os 337 quilómetros da especial desta quarta-feira, de um total de 813 da tirada, com o tempo de 2:46.50 horas e com 5.57 minutos de vantagem sobre o piloto do Botswana, Ross Branch (Yamaha), que foi segundo. O australiano Daniel Sanders (KTM) foi o terceiro, a 6.09 minutos.

Esta foi a segunda vitória do piloto espanhol na atual edição da prova, ele que integra a Honda oficial, dirigida pelo português Ruben Faria.

O português Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) conseguiu o melhor resultado para as cores lusas ao concluir a tirada na sexta posição, a 7.21 minutos do vencedor.

O luso-germânico Sebastian Bühler (Hero) foi 24.º, a 17.19 minutos do vencedor e duas posições atrás do australiano Toby Price (KTM), que tem alternado as vitórias nas etapas com Barreda.

Rui Gonçalves (Sherco) teve problemas no início da especial e perdeu mais de 40 minutos para o vencedor.

Na geral, Barreda, que foi o 30.º a partir para esta que era a etapa mais longa em quilometragem, está no segundo lugar, a apenas 15 segundos de Xavier de Soultrait, piloto de 32 anos, membro da nobreza francesa, que conta com o sétimo lugar de 2019 como melhor resultado na prova.

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O argentino Kevin Benavides (Honda) é terceiro, a 3.24 minutos.

Joaquim Rodrigues Jr. é o melhor português, agora na 16.ª posição, a 19.36 segundos do líder, enquanto Bühler é 24.º e Rui Gonçalves 28.º.

Alexandre Azinhais, o outro português que alinhou à partida da competição das motas, desistiu ao quilómetro 22 da tirada desta quarta-feira com o motor da sua KTM partido.

Nos últimos dias, tem levantado celeuma dentro do acampamento um problema com o combustível fornecido pela organização, na segunda etapa.

A equipa da Yamaha acusou mesmo a organização da prova de ser a responsável pelo abandono do motociclista norte-americano Andrew Short, no decurso da segunda etapa, ao abastecer a mota do piloto com gasolina contaminada com água.

O antigo piloto de motocrosse e supercrosse, de 38 anos, desistiu quando a sua mota sofreu uma avaria após o posto de reabastecimento, situado ao quilómetro 267 da especial de segunda-feira.

Short foi o primeiro a dirigir-se ao abastecimento disponibilizado pela organização, mas outros pilotos sofreram do problema, que pode provocar avarias graves, como a rotura do motor.

Em comunicado, a Yamaha explicou que encontrou mais de dois litros de água nos depósitos da mota do seu piloto, num dia em que também o australiano Toby Price (KTM) se debateu com problemas com o combustível, ainda que menos graves.

Ainda assim, suficientes para lhe custarem a perda de 32 minutos para o vencedor da etapa, o espanhol Joan Barreda (Honda).

Também o austríaco Mathias Walkner (KTM), outro dos favoritos, viu o sonho de repetir a vitória de 2018 ficar longe, ao ceder mais de duas horas com uma avaria.

Alexandre Kowalski, diretor desportivo da Yamaha, sublinhou, em comunicado, que o abandono de Short "estava completamente fora do controlo" da equipa.

"Dado que a gasolina em mau estado foi providenciada pela organização, solicitámos à Federação Internacional de Motociclismo que congelasse os resultados no segundo controlo de passagem, o que permitiria ao Andrew continuar em prova, mas a proposta foi rejeitada", lê-se ainda.

Na quinta-feira disputa-se a quinta etapa, entre Riade e Al Qaisumah, com um total de 662 quilómetros, 456 deles cronometrados.

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