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Bastou um minuto para o Benfica resolver um Gil "duro de roer"

Bastou um minuto para o Benfica resolver um Gil "duro de roer"

O Benfica segurou, este domingo, a liderança da Liga portuguesa de futebol, ao receber e bater o Gil Vicente por 3-1, em encontro da 16.ª jornada da Liga portuguesa de futebol.

Um minuto bastou para a valia individual dos seus jogadores resolver um problema bicudo a um Benfica de "baixa rotação", que venceu (3-1) um Gil Vicente "duro de roer", na 16.ª jornada da Liga de futebol.

O défice de dinâmica apresentado pelo líder foi tanto mais surpreendente quanto é sabido que a equipa vinha de uma série de vitórias por números concludentes, nas quais avultou a boa "saúde física" dos jogadores e da equipa.

Durante 73 minutos, o Benfica não foi capaz de ultrapassar os problemas colocados pela organização montada pelo treinador do Gil Vicente, Paulo Alves, que mostrou conhecer ao detalhe os pontos fortes do adversário susceptíveis de serem anulados pela sua equipa.

No espaço de um minuto, Rodrigo, primeiro, e Nolito e Aimar logo a seguir, fizeram o que o colectivo não foi capaz de fazer nos primeiros 73 minutos, "dinamitando" num ápice a organização defensiva gilista, que pareceu, até aí, à prova de qualquer "coelho tirado da cartola" pelas individualidades "encarnadas".

É o que vale a um treinador ter jogadores de qualidade individual superior nestes jogos que se complicam por culpa própria e mérito adversário, mas o que surpreendeu foi realmente as dificuldades reveladas pelos anfitriões para pressionar mais alto e impor maior dinâmica ao seu jogo.

O Benfica manteve o jogo morno durante toda a primeira parte, sem acelerações ou mudanças de velocidade, facilitando a vida à equipa do Gil Vicente, bem plantada em campo, situação agravada pela falta de inspiração de alguns jogadores-chave.

Jorge Jesus até apostou num 4x1x3x2, com dois pontas de lança, Rodrigo e Cardozo, mas o facto de atacar sistematicamente com seis unidades no último terço do campo não foi sinónimo de atacar bem.

O argentino Gaitán, manifestamente fora de forma, foi uma nulidade no flanco direito, Rodrigo nunca conseguiu fazer de segundo ponta de lança, vindo atrás para receber de costas para a baliza e rodar ou tabelar, enquanto Witsel nunca se libertou da marcação que lhe moveram. Só Nolito, a espaços, no flanco direito conseguia criar um ou outro desequilíbrio.

Neste contexto, o golo do Benfica só podia mesmo ter surgido de um lance de bola parada, aos 27 minutos, num livre inexistente batido por Nolito, ao qual Cardozo correspondeu com a sua habitual eficácia.

Pensou-se que este golo pudesse abrir caminho a uma vitória fácil do Benfica, mas, a cinco minutos do intervalo, o Gil Vicente empatou, na sequência de um canto em que o guarda-redes Artur "meteu água", ele que raramente falha.

Um empate que pôs justiça no marcador e premiava a forma como os jogadores do Gil interpretaram a estratégia de Paulo Alves, bloqueando o Benfica nas alas com duas unidades que se entreajudavam em cada uma delas e nas saídas para o ataque, quase sempre dos pés de Witsel.

A segunda parte começou com uma oportunidade de golo soberana para o Gil, salva por Artur, e Jorge Jesus foi obrigado a lançar Aimar, primeiro, e Bruno César mais tarde, alterações essas que não mudaram o cariz da partida.

Aimar não entrou bem no jogo, não conseguindo criar desequilíbrios ou meter o último passe, também por mérito do adversário, que percebeu o perigo que seria não o marcar de forma eficaz, e o jogo ia-se arrastando com o Gil cada vez mais atrevido nas suas rápidas transições para o ataque.

Até que Rodrigo teve aquele momento de inspiração e de alguma sorte à mistura, visto que o remate "prensou" num adversário e tomou uma trajetória que enganou o guarda-redes Facchini, abrindo caminho a um triunfo que foi bem mais complicado do que o resultado deixa transparecer.