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Belenenses apresenta queixa-crime contra Aves por corrupção

Belenenses apresenta queixa-crime contra Aves por corrupção

Rui Pedro Soares, presidente da Belenenses SAD, anunciou esta segunda-feira ter apresentando uma queixa-crime por suspeitas de corrupção desportiva contra a SAD do Aves, após esta ameaçar não se apresentar nos dois últimos jogos da Liga.

"Em face do que tem sido público desde a passada sexta-feira, com toda a comunicação que tem sido transmitida pela administração da Aves SAD, a Belenenses SAD apresentou participação criminal por suspeitas de corrupção desportiva. Este crime tem moldura penal máxima de 10 anos de prisão. Entendemos que tudo o que se tem passado desde sexta-feira passada e que tem sido público é contrário aos interesses da Aves SAD e por isso entendemos que podemos estar perante atos de índole criminosa que pretendemos que sejam investigados", começou por referir o dirigente dos azuis, avançando: "Nós sabemos que é do interesse da Aves SAD que os dois jogos se realizem. É do interesse do grupo de trabalho da Aves SAD que os jogos se realizem. É do interesse do futebol português que o jogo se realize. Entendemos que o que tem vindo a ser comunicado desde a passada sexta-feira é contrário a todos esses interesses. Podemos estar perante indícios da prática de um crime de corrupção desportiva".

A falta de comparência do Aves pode baralhar as contas na luta pela permanência e colocar em risco a quase assegurada continuidade da Belenenses SAD na Liga. Rui Pedro Soares prefere não pensar nesse cenário e avançou que a equipa só quer vencer o último jogo com o V. Setúbal e recordou o que já se passou na temporada 2011/12 com a União de Leiria, que não conseguiu apresentar onze jogadores de início.

"Há oito anos, em 2012, uma equipa apresentou-se com oito jogadores em campo. Foi a U. Leiria na última jornada em 2011/12. Agora, a Liga não tem condições para prevenir que uma situação dessas não voltasse a acontecer. É altura de repensar muito em relação à Liga, em matéria de regulamentos e também a necessidade da Liga ter capacidade financeira para acorrer a uma situação destas. São precisas regras claras e muita vontade para que uma situação destas não aconteça outra vez. Em 2012 foi o mesmo", salientou o presidente dos azuis.

E uma mudança nos regulamentos para evitar situações idênticas é, para Rui Pedro Soares, necessária: "É preciso separar o trigo do joio para que as exceções não se transformem em regra. E é preciso perceber que o futebol profissional em Portugal não pode estar à mercê de uma situação destas poder acontecer novamente. Temos dois meses até à próxima época e há mesmo muito trabalho a fazer. Vamos estar à altura das nossas responsabilidades e a Liga também vai ter de estar. Esperamos que no imediato seja apontada uma data para que este tipo de situação não se volte a repetir. Ainda não aprovámos o orçamento da próxima época e vamos olhar com atenção para que não possam existir casos de equipas que entram nos últimos meses a entrar em decomposição e coloquem em risco a verdade desportiva. É fácil de fazer, basta ter vontade".

Para o dirigente, a "imagem do futebol português já está manchada" e diz-se surpreendido por a Belenenses SAD ser a primeira entidade a fazer a denúncia da situação. Ainda assim, endereçou uma mensagem aos avenses.

"Uma mensagem que quero deixar ao treinador, aos jogadores, ao departamento médico, ao presidente do clube, aos adeptos, a todos. A dignidade é sempre reconhecida. Nessa equipa da U. Leiria que entrou em campo com oito jogadores, estava o guarda-redes do At. Madrid, o Oblak. Tenho a certeza de que é vontade de todos os profissionais do Aves disputarem o jogo. O que se está a passar é algo que desestabiliza todas as que estão disputar a permanência", finalizou.

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