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Benfica diz ser "incompreensível" decisão de manter Taça da Liga

Benfica diz ser "incompreensível" decisão de manter Taça da Liga

O Benfica contestou, esta quarta-feira, em nota à Comunicação Social, a decisão da Liga Portuguesa de Futebol Profissional de manter todas as competições para a próxima época, lembrando que alguns países acabaram com a Taça da Liga.

"Perante as circunstâncias excecionais que se vivem e face à decisão anunciada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) da manutenção de todas as competições no mesmo formato das edições anteriores, a Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD manifesta o seu protesto e a sua enorme preocupação", referiu o clube na missiva publicada no site oficial.

O clube da Luz aponta seis razões para a contestação, a primeira das quais considerar que a "decisão é incompreensível e contraria toda a reflexão que se tinha vindo a fazer sobre a necessidade de redimensionar e compatibilizar o calendário das competições, perante a redução em um mês da duração da próxima época futebolística, que será a mais curta de sempre com apenas nove meses".

As águias salientam que foi criado um grupo de trabalho pela Federação Portuguesa de Futebol para discutir a "densidade competitiva, pelo facto de em Portugal se jogar mais do que em vários países europeus, principalmente nos que estão mais próximos no ranking Europeu", o que representa uma desvantagem para as equipas que disputam as competições europeias.

"Nos últimos anos temos vindo a assistir à reformulação dos quadros competitivos (por exemplo, o fim da Taça da Liga em alguns países) face à conclusão de que temos cada vez mais jogos para os mesmos jogadores. Os calendários nacionais e internacionais fazem com que alguns dos nossos jogadores realizem mais de sessenta jogos por temporada, o que numa época com menor duração agudiza as preocupações de todos os clubes", acrescenta a nota à Comunicação Social.

O Benfica lembra a Liga de Clubes que "o contexto provocado por esta grave pandemia suscitou, nos mais diversos países, reflexões e decisões sobre a extinção de competições, a reformulação dos quadros competitivos sempre com o intuito de reativar o futebol, mas prevendo que menos tempo de competição obrigaria a menos densidade competitiva".

"Qual não é o espanto dos clubes quando são confrontados com calendários onde permanecem praticamente o mesmo número de jogos e competições (exceção feita à Supertaça). Ou seja, os clubes vão ter o mesmo número de jogos em menos de um mês de competição. Se na época passada já se sentiu o caos na marcação de jogos, teme-se o pior para esta época. Com este calendário, um jogador pode fazer (contando com os compromissos das seleções) setenta jogos numa temporada. Ou seja: o máximo de jogos alguma vez feitos, precisamente na época mais curta de sempre e na que acarreta maiores restrições e exigências de segurança a todos os níveis", finaliza a missiva.

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