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Benfica SAD atinge objetivo de 35 milhões de euros com emissão de títulos

Benfica SAD atinge objetivo de 35 milhões de euros com emissão de títulos

A oferta pública de subscrição de obrigações da Benfica SAD (2021-2024) alcançou o montante total de 35 milhões de euros pretendido pelos 'encarnados', segundo os resultados esta segunda-feira divulgados pela Euronext, a gestora da bolsa portuguesa.

A procura válida foi de 35 179 705 euros, ou seja, ligeiramente acima da oferta de títulos disponível neste empréstimo obrigacionista, que contou com um total de 1887 investidores.

Destes, 609 (32,3%) investiram entre dois mil euros e cinco mil euros, 473 (25,1%) entre 5005 euros e 10 mil euros, 717 (38%) entre 10 005 euros e 50 mil euros, e 88 (4,7%) aplicaram mais de 50 mil euros.

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A operação implicava um montante mínimo de subscrição de dois mil euros, apresentando uma maturidade de três anos e uma taxa de juro nominal bruta de 4%.

Esta emissão arrancou no dia 5 de julho, dois dias antes da detenção do agora ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, e a colocação dos títulos decorreu até 23 de julho, tendo sido feita uma adenda ao prospeto que tinha sido aprovado em 1 de julho para dar conta dos acontecimentos que envolvem aquele que, até há pouco tempo, era o líder das águias.

Em 19 de julho, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revelou que está a investigar infrações na divulgação de informação ao mercado e de abuso de informação ligadas à Benfica SAD, no âmbito da detenção de Luís Filipe Vieira.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.

O agora ex-presidente do Benfica está em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros e proibido de sair do país, além de estar indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuízos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.

No mesmo processo, denominado Cartão Vermelho, foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

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