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Benfica sem estofo para a Champions cai na Rússia

Benfica sem estofo para a Champions cai na Rússia

O Benfica voltou esta quarta-feira a mostrar falta de estofo para a Liga dos Campeões e caiu, sem apelo, no reduto do Zenit, por 3-1.

Dzyuba, aos 22 minutos, após uma falha de Fejsa, Rúben Dias, aos 70, na própria baliza, e o iraniano Azmoun, aos 78, selaram o segundo desaire dos campeões lusos, após o 1-2 com o Leipzig.

A equipa da Luz, que só existiu ofensivamente na parte final, já com tudo resolvido, trouxe apenas uma boa notícia de São Petersburgo, o primeiro golo do espanhol Raúl de Tomás, um golaço do meio da rua, aos 85 minutos.

Nas contas do agrupamento, e face ao triunfo do Lyon por 2-0 em Leipzig, os russos e os gauleses lideram, com quatro pontos, seguidos dos alemães, com três. O Benfica está a zero, a caminho de uma terceira eliminação consecutiva na fase de grupos.

Em relação ao triunfo de sábado sobre o Vitória de Setúbal, Bruno Lage procedeu a três alterações, com Tomás Tavares a substituir o lesionado André Almeida e Jardel e Gabriel a entrarem para os lugares de Ferro e Gedson.

Assim, o Benfica entrou com Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo, à frente de Vlachodimos, Gabriel e Fejsa como médios mais defensivos, Pizzi e Rafa nos extremos e Taarabat, no meio, no apoio ao ponta de lança Seferovic.

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Em relação à estreia na Champions, o Zenit trocou o 3-5-2, com três centrais, pelo 4-4-2 e entrou mais forte, criando logo muito perigo aos dois minutos, em remates consecutivos de Azmoun e Dzyuba.

Os encarnados responderam aos cinco, num cabeceamento de Seferovic, após canto de Pizzi, e o jogo equilibrou, mas, aos 20, Fejsa perdeu, de forma imperdoável, a bola para Ozdoev, com Dzyuba a isolar-se e a bater Vlachodimos.

Em vantagem, o Zenit ficou mais cómodo e reassumiu o comando do encontro, ameaçando várias vezes o segundo golo, nomeadamente por intermédio de Shatov, aos 25 minutos, e Driussi, aos 41, enquanto os encarnados nunca conseguiram criar perigo.

A segunda metade começou com os russos muito pressionantes e quase a fazer o segundo golo, por Azmoun, mas, a partir dos 50 minutos, o Benfica começou, finalmente, a aparecer junto à baliza contrária, tendência que se acentuou com as entradas de Caio Lucas e Vinicius, que substituíram Pizzi e Fejsa.

Um remate de Caio Lucas, que Lunev deteve sem grandes problemas, aos 69 minutos, foi, porém, a única ameaça real dos campeões lusos, que, no minuto seguinte, sofreram o segundo, por Rúben Dias, na própria baliza, após centro da direita de Karavaev.

O terceiro também não demorou: aos 78 minutos, o Zenit marcou um livre rapidamente, a defesa do Benfica deixou a desejar, Dzyuba deixou passar, Azmoun ficou isolado e não teve problemas em contornar Vlachodimos e marcar.

Azmoun ainda marcou um quarto, mas em posição irregular, e, aos 85 minutos, numa altura em que a goleada parecia o cenário mais provável, o espanhol Raúl de Tomás, entrado aos 81, reduziu, com um grande golo de fora da área, o primeiro pelo Benfica.

Mesmo sabendo que já pouco havia a fazer, o conjunto de Bruno Lage jogou os derradeiros minutos junto da área contrária e ameaçou por três vezes o segundo tento, em remate de Raúl de Tomás, uma vez mais, Gabriel e Vinicius.

O resultado estava, porém, feito e o Benfica continua, assim, a zero na Champions, estando agora, praticamente, obrigado a somar um mínimo de quatro pontos nos dois jogos com o Lyon, em 23 de outubro, na Luz, e a 5 de novembro, em França.

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