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Bruno Alves salva Queiroz

Bruno Alves salva Queiroz

Portugal derrota Albânia nos descontos e continua a sonhar com o Mundial.

Portugal conquistou três pontos preciosos em Tirana. Apesar de ter rubricado outra exibição abaixo do expectável, de ter dado 45 minutos de avanço à Albânia, Bruno Alves deixou Portugal e Queiroz a respirar até Setembro.

"Não vamos desiludir". "Não queria estar na pele do treinador albanês". "Conheço talvez melhor a Albânia do que o próprio seleccionador". Apesar das frases perigosas, Carlos Queiroz salvou-se quando já ninguém esperava e teve a sorte que tanto pedira ao longo da semana, mercê de um golo de Bruno Alves ao minuto 90+3. A selecção nacional voltou a jogar de forma sofrível, mas evidenciou pragmatismo na hora da verdade. Após cinco qualificações consecutivas para fases finais, a probabilidade de estar na África do Sul voltou a subir consideravelmente. Portugal está a quatro pontos da Hungria, segunda, com quem irá jogar duas vezes até ao fim do ano. E como a Suécia perdeu com a Dinamarca, a luta pelo segundo lugar está completamente em aberto. O primeiro lugar é um objectivo quase impossível.

Luís Boa Morte e, por consequência, Carlos Queiroz, foram os grandes culpados por Portugal ter dado 45 minutos de avanço à Albânia. Nada saiu bem nesse período. Mesmo o golo, após um belo lance de Bosingwa e concretizado por Hugo Almeida, foi rapidamente "apagado" pelo empate, marcado por Bogdani, passado pouco mais de um minuto. O defesa do Chelsea, que brilhara anteriormente, deixou incompreensivelmente Skela solto e Duda não conseguiu anular o avançado do Chievo. Erros brutais, aliados a pouca capacidade de ter a bola e com um Cristiano Ronaldo à imagem do que tem actuado na selecção: complicativo, sem veia goleadora e a exagerar no um-para-um. Deu, aliás, a sensação de que os próprios jogadores não sabiam o que fazer. As excepções eram, amiúde, Raul Meireles e Deco. O resto era futebol aos repelões, o que proporcionava espaços atrás.

Já com Simão em campo, o segundo tempo foi jogado com o coração nas mãos, mas com bastante mais qualidade. A bola rolava de um flanco para o outro com segurança e as desmarcações eram perigosas. O início foi prometedor. Em cinco minutos, viu-se finalmente algum futebol, remates perigosos de Simão e de Cristiano Ronaldo. Após um período intermitente, entraram ainda Edinho e Nani. Havia muita posse de bola, mas o futebol não era ainda o ideal. Em largos momentos, o guarda-redes Hidi mostrou estar à altura dos acontecimentos. Já no primeiro período, defendera um remate perigosíssimo de Meireles e, após o descanso, evidenciou sempre grande segurança. Só não conseguiu mesmo impedir o cabeceamento de Bruno Alves, sem dúvida o melhor da defesa. Por exemplo, Ricardo Carvalho esteve irreconhecível e viu o árbitro perdoar-lhe um penálti.

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