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Bruno de Carvalho espera que rivais "continuem a viver acima das possibilidades"

Bruno de Carvalho espera que rivais "continuem a viver acima das possibilidades"

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, disse, quinta-feira, que esperar que Benfica e F.C. Porto "continuem a viver acima das suas possibilidades por muitos e bons anos", e que os "leões" possam aproveitar esse facto.

"O fair-play financeiro não impede de se gastar mal, pois permite prejuízos. Disse que queria um Sporting que não gastasse mais do que recebia a nível operacional e a verdade é que a SAD e o clube estão equilibrados e conseguimos num ano o que era suposto fazer num mandato", referiu Bruno de Carvalho, em entrevista à TVI24.

O presidente leonino revelou ainda que assegurou uma redução substancial do serviço da dívida, "que ascendia a 268 milhões de euros e que no final da reestruturação financeira será reduzido para 170 milhões, graças à redução de custos e aos proveitos decorrentes da venda de jogadores, o que não tem sido comum no clube nos últimos anos".

Quanto ao orçamento para o futebol, o líder do Sporting deu conta de que este "foi de 42,5 milhões em junho de 2012, de 41,3 milhões em junho de 2013 e que será de 25 milhões em junho de 2014" e que isso se deve a um modelo de gestão que não se limita a poupar, mas a fazer melhor com menos recursos".

A propósito das negociações com a Banca, reconheceu que hoje existe "uma relação de confiança", depois dos credores do clube terem percebido "a solidez do projeto como algo confiável e que fazia sentido", o que levou a que o respeito "fosse crescendo e se transformasse em confiança".

Bruno de Carvalho admitiu que o Sporting estava "à beira da bancarrota" quando entrou no clube e que "não havia dinheiro para salários", o que tornou "inevitável dar início ao processo de reestruturação".

"Em março de 2013 a dívida total era de 254 milhões de euros e o que pretendo, e vamos conseguir, é que reduza para 235 milhões após a reestruturação financeira", revelou Bruno de Carvalho, que deu ainda conta das novas condições e alargamento de prazo, além da reconversão de parte da dívida em VMOC"s, que negociou com a Banca para garantir a sustentabilidade do clube e da SAD.

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