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Cada delegado só pode subscrever uma lista nas eleições da FPF

Cada delegado só pode subscrever uma lista nas eleições da FPF

O ex-árbitro José Leirós, que manifestou a intenção de apresentar uma lista ao Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), foi informado pela Comissão Eleitoral que os delegados apenas podem subscrever uma lista, concorra ela à presidência (obriga a apresentar nomes a todos os orgãos) ou a apenas a um dos órgãos autónomos, nas eleições de 10 de julho.

O antigo árbitro de primeira categoria havia pedido esclarecimentos sobre este assunto em carta enviada ao presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPF, José Luís Arnaut, por defender que o ato eleitoral para o Conselho de Arbitragem deveria ser autónomo. Ou seja, cada lista ao CA deveria ser subscrita de forma independente. O entendimento da Comissão Eleitoral é diferente, pelo que José Leirós só poderá concorrer ao CA se tiver o apoio de oito delegados, o mínimo exigido, que não subscrevam a recandidatura de Fernando Gomes.

"Os delegados que subscrevam uma lista apresentada por um candidato a presidente da FPF não poderão subscrever qualquer outra lista, ainda que concorrente a apenas um dos órgãos que permitem candidatura autónoma, como é o caso concreto do Conselho de Arbitragem, pela evidente razão de que a lista do candidato a presidente inclui necessariamente a candidatura a todos os Órgãos Sociais e, portanto, também a candidatura ao Conselho de Arbitragem", esclareceu a Comissão Eleitoral da FPF, também por carta enviada a José Leirós, a que o JN teve acesso.

Na resposta, a CE esclarece que ainda não recebeu qualquer candidatura às eleições de 10 de julho. Ou seja, Fernando Gomes, atual líder da FPF e o único candidato assumido à presidência, terá de fazer a entrega dos documentos até 5 de junho, quinta-feira, a data limite para a receção de listas. Por isso mesmo, diz desconhecer a existência de documentos assinados por delegados ao ato eleitoral há dois meses, sem a referida data de subscrições.

José Leirós contestou ainda que tivesse sido estabelecido que as candidaturas tivessem de ser apresentadas entre 29 de maio e 5 de junho - apenas cinco dias utéis -, para um ato eleitoral a realizar mais de 40 dias depois. Na resposta, a CE diz: "Podendo parecer dilatório, o período nada tem de discricionário, pois é rigorosamente necessário para dar cumprimento a todos os atos e prazos procedimentais estatutária e regularmente previstos e que têm de ser ou, eventualmente, podem ser praticados no processo eleitoral".