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Campanha na Champions ajudou F. C. Porto a cumprir missão financeira

Campanha na Champions ajudou F. C. Porto a cumprir missão financeira

Fernando Gomes, administrador do F. C. Porto, falou na rubrica "Retratos do Novo Mundo", da F. C. Porto TV, sobre as consequências financeiras da pandemia de covid-19, salientando a importância da qualificação para os quartos de final da Liga dos Campeões para os cofres do clube azul e branco.

Ainda sob a alçada do "fair-play" financeiro, o administrador realçou a vontade dos dragões em quererem "cumprir e sair desse aperto" em que estavam. "Só o vamos conseguir - e estou convencido disso - por duas razões: porque fomos à Champions, e não é pouco, e, pelo percurso que estamos a fazer, a missão está cumprida em termos financeiros, e, depois, pela venda acrescida de passes de jogadores. Estas receitas, que foram grandes, permitiram-nos olhar com menos preocupação do que outros clubes. Atingimos um valor em redor dos 75 milhões de euros em vendas no ano de covid, de março a março", explicou Fernando Gomes.

O administrador falou sobre as dificuldades financeiras no desporto originadas pela pandemia e criticou o Governo por não ter avançado com uma redução dos impostos, à semelhança do que aconteceu em Itália ou Espanha.

"Ficámos todos confundidos quando isto começou. Por outro lado, há que reconhecer que, da parte das autoridades nacionais, e estou a falar do Governo, no que diz respeito ao desporto, a incompreensão para estes problemas foi brutal. Não houve rigorosamente nenhum incentivo, nenhum apoio e as especificidades do futebol são muito diferentes de uma indústria do setor produtivo do país", assinalou Fernando Gomes.

E continuou: "Encontrámos aqui uma dificuldade adicional, que não existiu noutros países, no que diz respeito a impostos. É lamentável o que está a acontecer. Não tivemos nenhuma diminuição de impostos, temos de pagar o mesmo como até aqui, ao contrário de Itália ou Espanha, e, ainda por cima, estamos com dificuldades na devolução de receitas".

O administrador financeiro anotou, ainda, que o Governo não devolveu a totalidade do IVA aos azuis e brancos. "Uma das receitas que contamos para o dia a dia é das lojas, que criam um saldo de caixa diário que permitem ir pagando despesas sem nos atrasarmos muito, mas estão fechadas. Por isso, contamos com a devolução do IVA para poder fazer alguma receita adicional. Em outubro pedimos a devolução de sete milhões de euros do IVA, o Governo tinha até 31 de dezembro para devolver. Não o fez na totalidade", esclareceu.

"Quisemos uma resposta, recorremos ao tribunal e dizem que não sabem quando vão devolver os outros três milhões e já estamos em março. Entretanto, já temos mais 1,75 milhões de euros para receber. Se o Estado é uma dificuldade adicional, em vez de procurar ajudar os contribuintes, as dificuldades são ainda mais acrescidas", completou.

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