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Fernando Santos: "Nos primeiros 20 a 25 minutos estivemos a muito bom nível"

Fernando Santos: "Nos primeiros 20 a 25 minutos estivemos a muito bom nível"

O selecionador nacional mostrou-se satisfeito com a exibição de Portugal na goleada frente a Israel (4-0), esta noite de quarta-feira, em Alvalade, no último jogo de preparação antes do Euro2020.

"Para aquilo que eram os objetivos pretendidos - o primeiro ganhar e para fazer algumas retificações em relação àquilo que tínhamos conseguido com Espanha - foram cumpridos. Nos primeiros 20 a 25 minutos estivemos a muito bom nível e o único senão foi não ter feito golo. A equipa esteve com intensidade, com atenção competitiva elevada, reação à perda de bola muito rápida, não deixando o adversário sequer construir, a dinâmica ofensiva com fluência, e criamos quatro ou cinco oportunidades flagrantes. Foi o momento mais alto da equipa durante este jogo", começou por salientar o selecionador nacional.

E continuou na análise ao jogo: "Depois, até aos 30 e poucos minutos, a equipa baixou o nível. A circulação de bola foi mais lenta, sem movimento de jogadores. Tocávamos e ficávamos, controlámos o jogo sem intensidade. Voltámos a cima nos últimos dez minutos e voltamos a estar ao nível inicial da primeira parte. A equipa soube pegar bem, forte, entrou pelos corredores e fez dois golos pela intensidade que colocou".

Na segunda parte, Fernando Santos anota que alterou "um pouco a forma de jogar". "Coloquei o André Silva mais perto do Ronaldo, o Bruno Fernandes à esquerda e o Bernardo Silva à direita com movimentos interiores, para os laterais subirem, mas o jogo foi sempre pouco fluído. Aí perdemos um pouco o critério sem bola, que até estávamos a fazer bem, não estando em boa ação de pressão".

"Começámos a deixar espaço para o adversário sair e tentar incomodar, o que conseguiu com relativo perigo. Abrimos muitos espaços, o que não pode ser, e esse é um dos aspetos a ponderar e a rever", apontou o técnico nacional, prosseguindo: "Com a entrada dos últimos jogadores, nos últimos dez minutos, a equipa tentou acelerar o jogo, ser mais compacta. Aí mudei outra vez, ao chamar o Bruno e o Renato para jogar mais perto do João. A partir daí, passámos a ter melhor controlo do jogo e, por isso, tivemos oportunidades para fazer o golo".

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O selecionador português reconhece que nem tudo foi perfeito na partida frente a Israel. "Houve coisas positivas, outras menos positivas. Mas a qualidade destes jogadores em termos coletivos tem de prevalecer na qualidade do passe. Acho que estamos a falhar passes e receções desnecessariamente. O que leva a que o jogo fique mais pastoso... A bola não consegue circular com fluidez, mas os jogadores querem muito fazer melhor e estaremos preparados para isso", realçou.

Para a estreia no Europeu frente à Hungria, Fernando Santos não adiantou se o "onze" será idêntico. "Não sei, se é esta ou outra [equipa titular]. Vamos ver", disse.

Questionado sobre se tem mais confiança com Portugal a jogar num sistema de 4x3x3 ou de 4x4x2, o treinador das quinas reconheceu que o segundo "na segunda parte não funcionou muito bem". "Não quer dizer que não possa funcionar. Tenho jogadores para isso. Fiz essa modificação ao intervalo para não fazer mais tarde e o cansaço influenciar. Quer o Bruno Fernandes, quer o Bernardo Silva podem fazer zonas interiores e os nossos laterais aparecem bem no corredor. As coisas não resultaram tão bem como esperava", acrescentou.

Sobre o capitão da seleção, que regressou aos golos de quinas ao peito, garantiu que CR7 está sempre tranquilo. "Ainda não falei com o Ronaldo, nem fui à cabine. O Ronaldo está sempre tranquilo. Não acredito que alguém com a qualidade dele estivesse intraquilo. Se o melhor jogador do Mundo estiver intranquilo é complicado. Mas ainda não falei com ele", concluiu.

Fernando Santos explicou, ainda, a chamada ao "onze" do estreante Rui Silva: "Quem ia jogar era o Anthony, mas ele ontem [terça-feira] fez uma contusão, hoje [quarta-feira] tinha dores, não estava apto para jogar e eu tenho de testar os jogadores, para dar-lhes confiança, pode acontecer no Euro precisar de um guarda-redes de grande qualidade, como é o Rui Silva. Mas quem ia jogar era o Anthony, dizer o contrário seria desonesto. No Mundial de 2014 três guarda-redes jogaram um jogo cada. Como se costuma dizer, o azar de uns é a sorte de outros".

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