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Itália - Inglaterra

Italianos recuperam trono pelas mãos de Donnarumma

Italianos recuperam trono pelas mãos de Donnarumma

Squadra azzurra sagra-se campeã europeia, 53 anos depois. Inglaterra volta a chorar nas grandes penalidades~.

Quarenta e cinco anos depois de nascer o mito Panenka, o título europeu voltou a ser entregue após o desempate por grandes penalidades e foi a Itália, tal como a Checoslováquia nesse 1976, a lavar-se em lágrimas de alegria. A Squadra Azzurra fica com a coroa pela segunda vez e cava o buraco inglês, novamente destroçada em casa e no mesmo palco onde, em 1996, também foi aos penáltis agoniar para nada.

Ganhou a Itália, mas a Inglaterra teve tudo para escrever um desfecho diferente. Marcou logo aos dois minutos, com Luke Shaw a iniciar e a concluir a melhor jogada do confronto para o golo mais rápido em finais da competição, e durante muito tempo chegou a ter os transalpinos no bolso, sem soluções, velocidade e rasgo individual para abanar a muralha defensiva que Gareth Southgate montou, como se tivesse adivinhado que era isso que o jogo pediria praticamente desde o apito inicial. Só que Roberto Mancini ainda tinha trunfos para lançar. Mexeu nos nomes, alterou as dinâmicas, principalmente ofensivas, e viu como Verrati e Jorginho foram galvanizando a Itália com trocas de bola longas e sucessivas. De repente, a Inglaterra já não parecia tão segura e o cerco à área de Pickford deu frutos, quando Bonucci também fez história ao ser o mais velho a marcar numa final.

Se o 1-1 se aguentou até aos 90 e depois até aos 120 minutos não foi porque a Itália não tentasse mais qualquer coisa para evitar o sofrimento atroz das grandes penalidades, mas o prolongamento tornaria claro que seria mesmo aí que o sucessor de Portugal seria encontrado. Gareth Southgate podia ter saído como herói, mas lançar Rashford e Jadon Sancho para os penáltis teve o efeito contrário. Ambos falharam, antes de Donnarumma defender o último remate de Saka e ficar como o herói.

Pontos positivos
No meio-campo, só Kalvin Phillips fez sombra à grande exibição de Verratti. Chiesa esteve em quase todos os lances perigosos da Itália. Chiellini, Bonucci e Kyle Walker deram aulas de defender.

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Pontos negativos
Immobile foi menos um na equipa italiana, mas saiu cedo, ao contrário de Mason Mount, que se arrastou 100 minutos em campo. Sterling e Kane foram ofuscados pela estratégia de Gareth Southgate.

Árbitro
Arbitragem impecável da equipa liderada por Bjorn Kuipers. Sem lances difíceis de analisar, também esteve bem no capítulo disciplinar. Trabalho à altura da final.

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