Figura Nacional da Década

CR7 conquistou o Mundo no caminho para a imortalidade

CR7 conquistou o Mundo no caminho para a imortalidade

Escolha JN. Craque português consolidou-se como um dos maiores na história do futebol, à custa de golos, grandes troféus, Bolas de Ouro, títulos pela seleção e uma rivalidade ímpar com Messi.

Ele já não era um qualquer há dez anos. Do currículo já constavam uma Liga dos Campeões, títulos nacionais, uma eleição como melhor jogador do Mundo, outras boas dezenas de golos ou a transação de largos milhões de euros. Não era pouco, mas também não é assim nada de muito extraordinário. Não para ele. Muitos outros também o tinham conseguido. Outra década passou e agora a história é bem diferente. Cristiano Ronaldo, por fim, não está ao alcance de qualquer um. De quase ninguém, aliás.

Quatro Bolas de Ouro, três Botas de Ouro, quatro Ligas dos Campeões, um Campeonato da Europa, mais uns golos (centenas, na verdade), infinitos recordes, muitos mais milhões. Se em 2010 lhe pedissem para assinar um papel em que se estabelecia que os anos seguintes lhe trariam tudo isso, é quase certo que ele assinaria. Mesmo que isso implicasse abdicar de alguma da ambição desmedida que tão justamente lhe atribuem e tanto lhe tem valido. Afinal, a reboque viria também um legado quase incomparável na história, a subida ao Olimpo da bola, que, ali entre 2009 e 2010, lhe estava prometida mas ainda longe de se concretizar, e o trono, definitivo, no futebol português. Como Ronaldo nunca houve (e haverá?) e é quase só por causa da última década que isso agora pode dizer-se à boca cheia, sem cair em exageros patriotas dispensáveis e sem receio de olhares de lado.
CR7 também alcançou os mil jogos na carreira profissional, festejou o golo 700 e ainda protagonizou outra transferência milionária, a mesma que o transformou no futebolista mais caro de sempre com mais de 30 anos. Foi o primeiro a ser campeão em Inglaterra, Espanha e Itália e a ser considerado o melhor jogador nos respetivos campeonatos. Tornou-se no melhor marcador de sempre da Liga dos Campeões. Foi campeão da Europa de seleções. Tudo isto e ainda uma rivalidade sem precedentes com Lionel Messi. No futuro, dificilmente será possível falar de um sem mencionar o outro. E é justo.

Ora, quando, daqui a uns anos, falarem a Ronaldo desta década, talvez seja Paris a encher-lhe o peito de um orgulho desmedido: na capital francesa ganhou o Campeonato da Europa e foi lá que recebeu a quinta distinção de melhor jogador do Mundo, em 2017. E ele ainda não está convencido de que tenha sido a última. Prestes a completar 35 anos, não dá sinais de esmorecer esforços rumo à inevitabilidade de marcar uma era na história do futebol e do desporto.

António Guterres, Secretário--geral da ONU

É o político português com maior visibilidade mundial e uma das vozes mais ativas contra as alterações climáticas.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República

Incontestável como chefe de Estado, só por um imponderável fortíssimo é que não anunciará a sua recandidatura.

Fernando Santos, Selecionador nacional

O treinador de Portugal urdiu as teias mais rebuscadas para vencer o Euro 2016 e fazer história no futebol português.

Souto de Moura, Arquiteto

Em 2011 recebeu o Pritzker e, sete anos depois, o honroso Leão de Ouro da Bienal de Veneza. Foi a década da consagração.

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