Espanha

Cristiano Ronaldo chegou ao tribunal sorridente, assumiu fraude fiscal e saiu

Cristiano Ronaldo chegou ao tribunal sorridente, assumiu fraude fiscal e saiu

Cristiano Ronaldo chegou ao tribunal de Madrid, esta terça-feira, pelas 09.40 horas (08.40 horas em Portugal continental), sorridente e ao lado da companheira, Georgina Rodriguez. Saiu menos de uma hora depois.

Cristiano Ronaldo compareceu esta terça-feira em tribunal, no âmbito da condenação ao pagamento de uma multa de 18,8 milhões de euros por fraude fiscal, para ser ouvido na Audiência Provincial de Madrid, numa sessão com início às 10 horas locais (09 horas em Portugal continental).

Cerca de uma hora antes da chegada do jogador, a Polícia Nacional colocou barreiras de segurança e criou um corredor de acesso à entrada do tribunal, de forma a garantir a passagem de Cristiano Ronaldo sem incidentes, depois de ter sido rejeitado um pedido do português a solicitar a entrada pela garagem, para evitar a multidão.

"Tudo perfeito", disse Cristiano Ronaldo à passagem pelo corredor de acesso, ladeado por centenas de jornalistas e fãs.

A audiência, como previsto, foi curta. O jogador saiu pelas 10.25 horas (09.25 horas em Portugal continental). Desceu de forma rápida até ao carro que o transportou, mas ainda foi junto dos fãs e deu alguns autógrafos.

Reconhece fraude fiscal e paga multa de 18,8 milhões de euros

O futebolista português reconheceu culpa de quatro crimes de fraude fiscal e acordou pagar uma multa de 18,8 milhões de euros, escapando a uma pena de prisão de 23 meses.

Fonte do tribunal confirmou a assinatura do acordo pelo avançado da Juventus. Este acordo permite fechar o processo judicial aberto contra Cristiano Ronaldo por ter fugido ao pagamento de impostos de rendimentos recebidos sobre os direitos de imagem em Espanha, quando jogava no Real Madrid.

Ronaldo estava acusado de ter, de forma "consciente", criado empresas na Irlanda e nas Ilhas Virgens britânicas, para defraudar o fisco espanhol em 14.768.897 euros, cometendo quatro delitos contra os cofres do Estado espanhol, entre 2011 e 2014.

O tribunal requereu a presença do futebolista português, não aceitando que o acordo fosse assinado por procuração.