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Juiz pede arquivamento de queixa de Kathryn ​​​​​​​Mayorga contra Cristiano Ronaldo

Juiz pede arquivamento de queixa de Kathryn ​​​​​​​Mayorga contra Cristiano Ronaldo

Um tribunal de Las Vegas recomendou o arquivamento do processo civil movido pela norte-americana Kathryn Mayorga contra Cristiano Ronaldo.

"Estamos contentes por ver que o tribunal reviu esta matéria e mostrou vontade de aplicar a lei aos factos, recomendando o arquivamento do caso civil contra Ronaldo", disse o advogado do futebolista português, Peter Christiansen, citado pela Eurosport.

Os advogados de Mayorga têm 14 dias para recorrer desta decisão, a segunda desfavorável à jovem norte-americana que acusou Cristiano Ronaldo de violação. O processo criminal movido contra o internacional português já tinha sido arquivado. Com esta decisão, o cível parece ir pelo mesmo caminho.

Numa recomendação ao juiz responsável pelo caso, o magistrado Daniel Albregts culpou o advogado de Kathryn Mayorga, Leslie Mark Stovall, de basear de forma inadequada o processo por danos civis em documentos confidenciais roubados que mostravam comunicações entre Ronaldo e os seus advogados.

"Rejeitar o caso de Mayorga pela conduta inadequada do seu advogado é uma consequência difícil", destacou o magistrado no seu relatório de 23 páginas dirigido à juíza Jennifer Dorsey, citado pela agência AP.

"Mas é, infelizmente, a única sanção apropriada para garantir a integridade do processo judicial", acrescentou, defendendo que "Stovall agiu de má fé em detrimento de seu cliente e da sua profissão".

Albregts referiu que o tribunal não tomou nenhuma decisão sobre se Ronaldo cometeu um crime e não encontrou evidências de que os seus advogados "intimidaram Mayorga ou impediram a aplicação da lei" quando a ex-modelo retirou as acusações criminais e aceitou o acordo confidencial, no valor de 340 mil euros, em agosto de 2010.

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Mayorga pedia uma indemnização de 64,4 milhões de euros, dividida em três partes iguais: cerca de 21,2 milhões pela "dor e sofrimentos passados", outro tanto "pela dor e sofrimento futuros", e mais 21,2 milhões por danos punitivos. Acrescem despesas e honorários jurídicos no valor de 2,95 milhões de euros, para um total de 64,4 milhões.

Cristiano Ronaldo foi acusado de violação e assédio sexual após um encontro com Katrhyn Mayorga, em 2009. O jogador português admitiu a interação sexual, que diz ter sido consentida.

O caso foi revelado em 2018, na revista alemã "Der Spiegel", embora já tivesse sido abordado um ano antes na montanha de revelações que foi o caso "Football Leaks". Na ocasião, Ronaldo negou "firmemente as acusações" de Mayorga. "A violação é um crime abominável que vai contra o que sou e em que acredito", disse o jogador português.

Em 2019, Ronaldo já tinha pedido o arquivamento deste processo cível, na sequência do encerramento do processo judicial, que corria na procuradoria de Clark County, no estado do Nevada, e que ilibou o futebolista português.

Em 2009, quando os factos ocorreram, Cristiano Ronaldo pagou 340 mil euros a Kathryn Mayorga num acordo extrajudicial, para evitar uma queixa de abuso sexual. Em 2018, a jovem moveu um processo jurídico contra o futebolista, alegando estar "mentalmente incapacitada" quando concordou com as condições do acordo alcançado nove anos antes.

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