Ciclismo

Hegemonia dos dragões posta à prova em Volta com pelotão competitivo

Hegemonia dos dragões posta à prova em Volta com pelotão competitivo

Tudo a postos para o arranque da edição 2021 da Volta a Portugal, com as 18 equipas que estarão na estrada a partir desta tarde a perfilarem-se, ontem, na cerimónia de apresentação, em Lisboa, no local que vai acolher o prólogo de 5,8 quilómetros, na zona ribeirinha da capital.

Com o dorsal número 1 estará Amaro Antunes (W52/F. C. Porto), que, depois de ter vencido a edição especial da Volta em 2020, surge como um dos principais favoritos à vitória final. Manter a hegemonia dos dragões, que venceram as últimas cinco edições, é o foco do ciclista. "O objetivo é fazer com que a equipa vença outra vez, mas observando o figurino podemos dizer que este é o ano em que temos um dos pelotões mais coesos", disse Amaro Antunes, ao JN.

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O ciclista considera que todas as formações "têm um líder que lhes dá garantias para estar na discussão da Volta" e partilhou, inclusive, de onde podem vir os maiores perigos para a equipa azul e branca. "O Gustavo Veloso (Atum General/Tavira) tem a qualidade que conhecemos bem, a equipa da Efapel está muito competitiva e tem conseguido vitórias importantes e o Vicente De Mateos (Antarte/Feirense) já provou que é sempre um corredor muito forte", analisou o vencedor de 2020.

A juntar às dificuldade dos rivais, Amaro Antunes acrescentou a exigência de um percurso recheado de montanha, que promete fazer uma constante seleção dos mais fortes ao longo da prova. "É mais duro que no ano passado, e julgo que será uma Volta mais seletiva, com etapas difíceis logo no início, mas também no fim. A atenção tem de ser máxima, quer fisicamente, quer mentalmente, pois qualquer erro vai pagar-se caro", vincou o corredor.

Amaro Antunes será o último a partir para a estrada no inaugural exercício individual de hoje, em Lisboa, que terá início às 15:20, onde as primeiras diferenças já serão feitas, embora o ciclista algarvio, mais talhado para etapas com relevo não seja o favorito a vestir a primeira camisola amarela.

Rafael Reis e Maurício Moreira, ambos da Efapel, ou Gustavo Veloso (Atum General/Tavira), são nomes hoje a ter em atenção entre os 126 corredores que estarão na linha de partida.

Equipa italiana fora do lote de participantes

Apesar de ter sido anunciada pela organização como uma das equipas que iria integrar o pelotão, a formação italiana Vini Zabù não vai participar na Volta a Portugal. O conjunto transalpino tinha sido, já este ano, excluído da Volta a Itália, devido a um controlo antidoping positivo, registado em fevereiro, por dois ciclistas, tendo de cumprir uma suspensão de 30 dias, que terminou a 6 de maio. Ainda assim, uma das regras definidas pela Federação Portuguesa de Ciclismo para a Volta a Portugal é não permitir a participação de qualquer equipa que nos últimos 24 meses tenha tido duas ou mais condenações por infração de normas antidopagem.

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