Portugal - Irlanda

Capitão foi às nuvens para resgatar a vitória

Capitão foi às nuvens para resgatar a vitória

Dois golos do craque, nos últimos minutos do jogo, selaram a reviravolta portuguesa diante de irlandeses muito combativos e evitaram um resultado que seria comprometedor na corrida ao Mundial 2022

Na noite em que chegou aos 111 golos por Portugal, Cristiano Ronaldo foi o 112 da seleção lusa, num jogo muito sofrido com a República da Irlanda. A equipa lusa esteve longos minutos a perder, mas virou o marcador com dois cabeceamentos certeiros do capitão, o segundo mesmo no último suspiro da partida, que valeu uma vitória importantíssima na corrida ao Mundial do próximo ano, no Catar.

Com um onze de ataque, Portugal esteve longe de ser demolidor, embora seja difícil de dizer como podia ter sido o jogo se Ronaldo tem convertido o penálti que falhou logo no início e se Diogo Jota não tem acertado no poste, pouco depois. Os irlandeses sobreviveram aos sustos iniciais e acordaram antes do intervalo, chegando mesmo à vantagem através de uma bola parada, um tipo de lances em que sempre foram fortes. O defesa Egan subiu muito alto num canto e mostrou como se faz, perante uma certa passividade dos jogadores portugueses.

O golo fez soar os alarmes na seleção das quinas, obrigada a fazer uma segunda parte mais assertiva para evitar um resultado que se podia revelar desastroso nas contas da qualificação. Com muito domínio, mas pouco futebol, e até com alguns calafrios na defesa provocados por algumas iniciativas perigosas do adversário, Fernando Santos esperou 15 minutos para mexer mais na equipa, depois de já ter lançado André Silva ao intervalo, sem grande sucesso. Valha a verdade, no entanto, que as substituições feitas pelo selecionador durante o segundo tempo bateram certo.

As entradas de João Mário, Moutinho e Gonçalo Guedes, sobretudo estes, melhoraram o jogo português e empurraram a equipa irlandesa para trás, fazendo com que pelo menos o empate parecesse sempre uma questão de tempo. Depois de uma série de ocasiões desperdiçadas, com destaque para um golo feito deitado ao lixo por Bernardo Silva, que o próprio afirmou no final não poder falhar, o 1-1 apareceu mesmo, aos 88 minutos, graças ao herói habitual. Apagado no resto do jogo, Ronaldo começou a acender a luz do triunfo de Portugal com um golpe de cabeça perfeito, após cruzamento de Guedes. O avançado correu para o meio-campo, como que a dizer que ainda havia tempo para a reviravolta, consumada pelo próprio aos 90+6 minutos, numa jogada idêntica. Quando a bola lhe saiu da cabeça, toda a gente percebeu que ia para o fundo da baliza.

POSITIVO: Ronaldo começou mal, com um penálti falhado, mas foi decisivo. Diogo Jota fez uma boa primeira parte. Guedes, Moutinho e João Mário entraram para ajudar.

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NEGATIVO: Não há maneira de Bruno Fernandes engatar uma exibição em cheio na seleção. Rafa passou despercebido e deu o lugar a André Silva, que não fez muito melhor.

ÁRBITRO: O lance do penálti é difícil, mas prevaleceu a decisão do árbitro. Faltou compensar as perdas de tempo.

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