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Carlos Carvalhal desvaloriza ausências e promete Braga para ganhar em Arouca

Carlos Carvalhal desvaloriza ausências e promete Braga para ganhar em Arouca

O treinador Carlos Carvalhal desvalorizou esta quarta-feira as várias ausências no Braga e prometeu uma equipa para vencer na deslocação ao terreno do Arouca, na quinta-feira, da 16.ª jornada.

Os minhotos foram eliminados pelo Vizela da Taça de Portugal (1-0), na última quinta-feira, jogo em que também perderam André Horta e Abel Ruiz, expulsos, para a deslocação a Arouca.

Carlos Carvalhal não vai também poder contar com Ricardo Horta e Chiquinho, que testaram positivo ao coronavírus, no domingo, nem com os lesionados Castro, Sequeira, Galeno e, o de mais longa duração, David Carmo, mas já pode contar com Vitinha, recuperado de lesão.

O treinador desvalorizou as ausências, garantindo um Braga com "a mesma filosofia", e frisou a aposta na formação, considerando ser o treinador do Sporting de Braga que mais jovens lançou na primeira equipa.

"Uma das coisas que me pediram foi a aposta nos jovens da formação e tenho a consciência de que, um dia em que sair do Sporting de Braga, vou ser recordado pelo treinador que esteve em três finais [Taça da Liga, Taça de Portugal e Supertaça], que venceu uma Taça de Portugal, mas também pelo treinador que mais jovens lançou na primeira equipa", disse.

Carlos Carvalhal, que deu os exemplos de Moura, Vítor Oliveira ou Bruno Rodrigues, destacou que essa aposta tem que ver com a competência: "um jogador de 17 ou 37 anos, mostrando competência, pode jogar no Sporting de Braga, tem é que o mostrar durante a semana".

No fim do jogo com o Vizela, o presidente António Salvador disse que Carlos Carvalhal será o treinador da equipa até ao fim da época, garantia que coincidiu praticamente com o aparente desenlace do novo treinador do Flamengo, que também terá tido Carlos Carvalhal na mira.

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"Não me tirou peso nenhum dos ombros, sou treinador do Braga e estou muito satisfeito. Se vier qualquer coisa extra de interesse de outras equipas ou clubes, terão que falar com o presidente, estou nas mãos dele. O presidente, António Salvador, entendeu que eu fico aqui até ao final da época e o meu empenhamento e alegria são exatamente os mesmos, não modifica nada, fui sempre coerente no que disse", notou.

Carlos Carvalhal destacou ter tido uma semana completa de trabalho, em que chamou "muita gente jovem", que mostrou "grande vontade e atitude competitiva", e que permitiu não apenas recuperar, mas também fazer treinos de "caráter aquisitivo", esperando ver o reflexo disso em Arouca.

"É um adversário difícil a jogar em casa, como todas [as equipas] na nossa Liga, vamos esgrimir argumentos durante 90 minutos com o objetivo de vencer, sabendo que vamos ter um jogo difícil pela frente", disse.

As saídas recentes das taças da Liga e de Portugal se por um lado são negativas, por outro permitirão à equipa um calendário menos apertado nos próximos meses.

"Uma equipa que joga na Liga Europa tem alguma pressão, mais do que na Champions, pelos jogos quinta-feira e domingo, tivemos alguns jogos assim. Já disse que isso é cruzar linhas vermelhas e traz consequências", declarou, lembrando as lesões de Galeno, Sequeira e Castro, "e outras pequenas coisas noutros jogadores".

O técnico admitiu as vantagens de, a médio prazo, jogar apenas uma vez por semana, mas notou existir um período de adaptação a essa realidade que "muitas vezes é negativo".

"Vamos ter a equipa melhor preparada, mais fresca e, quando temos uma semana de trabalho, aferimos melhor o momento do jogador, seja anímico, psicológico ou físico, há um acompanhamento com maior acuidade do que quando se joga duas vezes por semana, em que é quase só recuperar", disse.

Questionado sobre se as infeções de Ricardo Horta e Chiquinho podem abalar animicamente a equipa, o treinador considerou que, sendo uma realidade que pode acontecer a qualquer altura e a qualquer jogador, a "melhor forma de a abordar não é desculpabilizar, mas reforçar que existe um grupo que tem que estar à altura das circunstâncias e não lamentar nenhuma ausência, encarando qualquer jogo para vencer".

"Desde que tenhamos jogadores aptos da equipa principal, da B, dos sub-23 ou até dos sub-19, vamos para jogo para tentar vencer", completou.

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