Desporto

Carros dos jogadores do F. C. Porto alvo da ira dos adeptos

Carros dos jogadores do F. C. Porto alvo da ira dos adeptos

Uma hora depois da chegada do autocarro da equipa do F. C. Porto ao Estádio do Dragão, os jogadores começaram a sair a conta-gotas nas viaturas pessoais, que foram atingidos, com garrafas e pedras pelos adeptos.

Depois dos insultos aquando da chegada do autocarro da equipa, os adeptos voltaram a mostrar insatisfação mal os jogadores abandonaram o estádio nas viaturas pessoais. As palavras de insatisfação repetiram-se e foram arremeçados objetos contra os automóveis. O clima continuava tenso ainda com cerca de uma centena de adeptos nas imediações do anfiteatro azul e branco. Entretanto, antes destes incidentes, os ânimos até tinham acalmado e um pequeno grupo de adeptos entrou no parque automóvel do recinto de forma pacífica.

Antes, cerca de 250 adeptos portistas esperaram pela comitiva e atiraram três tochas e um petardo contra o autocarro dos dragões quando este se dirigia para a garagem do anfiteatro azul e branco.

Foi nesse momento que um dos polícias de serviço no local sofreu ferimentos, ao ser atingido, na face, por uma das tochas atiradas, que fez ricochete na parte lateral do autocarro.

Os adeptos, claramente insatisfeitos com os últimos resultados da equipa liderada por Paulo Fonseca, mostraram toda a sua indignação, com cânticos de "joguem à bola, palhaços joguem à bola", além de muitos outros insultos.

O principal visado foi o treinador, mas os jogadores também ficaram com as orelhas a arder. Apesar do forte aparato policial, os adeptos conseguiram iludar a segurança, uma vez que se encontravam dispersos no local e só se juntaram no momento em que o autocarro se aproximou do Estádio do Dragão.

Bocas em Coimbra

O ambiente começou a aquecer logo em Coimbra, quando os jogadores e equipa técnica abandonaram o estádio rumo ao autocarro. Como sempre acontece nestas ocasiões, não faltaram insultos e palavras de ordem para jogadores e treinador. Paulo Fonseca foi o último a deixar o recinto da Académica rumo ao autocarro e fê-lo na companhia do presidente Pinto da Costa, mas nem por isso deixou de ouvir os "convites" para deixar o comando técnico da equipa.

Outras Notícias