Jogo do título

Casas do F. C. Porto assinam a BTV

Casas do F. C. Porto assinam a BTV

Adeptos azuis e brancos espalhados pelo país subscrevem televisão oficial do Benfica, mas só por um mês, e até há quem tape o símbolo do órgão de comunicação social das águias com o logótipo do Porto Canal para esquecer a mensalidade paga ao eterno rival Benfica. Jiménez crê que vai estar um enorme ambiente na Luz.

Entre o amor ao clube e a eterna rivalidade, as casas do F. C. Porto espalhadas pelo país encontraram um meio termo para seguir o clássico de domingo. "Obrigados" a subscrever a BTV, pelo menos durante o período mínimo de um mês, alguns adeptos azuis e brancos encontraram uma solução original para esquecer a contribuição que são obrigados a fazer aos cofres encarnados.

De Monção a Lisboa, de Espinho aos Açores. No domingo (18 horas), o país vai parar para assistir ao Benfica-F. C. Porto, que pode ajudar a definir o campeão 2017/18. As casas do F. C. Porto espalhadas pelo Continente e regiões autónomas vão sofrer à distância, mesmo que, para isso, tenham de fazer uma subscrição pouco desejada. "Que remédio! Temos de ter esse custo, mas cancelámos logo a seguir. Quando o F. C. Porto joga na Luz, temos de subscrever a BTV, mas custa um bocadinho ver o símbolo do adversário na nossa televisão. O que vale é que já engendrei uma forma de resolver o problema...", conta, ao JN, António Simões, presidente da casa do F. C. Porto de Monção. E qual é a solução? "Recorto o símbolo do Porto Canal e colo-o em cima do da BTV", revela, antes de lamentar que a casa só tenha capacidade para 30 a 40 pessoas. "Vai estar a rebentar pelas costuras", garante.

Com um oceano pelo meio, na casa do F. C. Porto de São Miguel, nos Açores, o mesmo problema teve a mesma solução. "Só temos BTV para este jogo e só vale por causa da enchente e a lotação já está esgotada. Somos apenas 80, mas tendo em conta que São Miguel tem apenas 25 mil habitantes não é assim tão mau", diz Luís Silva e Melo, antigo presidente da casa, cuja liderança passou, entretanto, para Raquel Vieira. O ex-líder espera que o passado se repita. "Quando eu era presidente, colávamos o símbolo do Porto Canal em cima do da BTV. Assim, sentimo-nos mais em casa", explica.

Bem mais perto do palco do jogo, nos Dragões de Lisboa a questão não se coloca. "A BTV faz parte do pacote que subscrevemos, mas não é propriamente um canal que vemos com frequência. Este domingo vai ser a exceção", conta o presidente Álvaro Monteiro, que espera mais de 200 adeptos para o clássico. "E muitos vão ficar à porta, porque não há lugar para mais", garante.

Em Espinho, a casa também "vai encher" para ver o jogo através das câmaras rivais. "Tivemos de comprar para este jogo. Se desse para subscrever por apenas um dia fazíamos isso, mas não dá", resume António Coutinho, líder dos dragões da Costa Verde. Já na bracarense Vila Verde, José Peixoto assume que a subscrição da BTV dura o ano inteiro: "Não é só por este jogo. Gostamos de ver a equipa B, as camadas jovens e as modalidades e, por isso, compensa ter a subscrição anual. E já festejámos tantas vezes na Luz, que nem me importo de ver na BTV".

"Clássico vive-se de forma diferente"

Raul Jiménez, autor dos golos do triunfo (2-1) do Benfica frente ao V. Setúbal, na última jornada, acredita que o ambiente no Estádio da Luz será muito especial. "É sempre um jogo que se vive de forma diferente, apesar de todos serem importantes. Creio que este tipo de duelos se vivem de uma forma mais emotiva sabendo que é o rival", afirmou quinta-feira, à BTV.

A lotação está esgotada e o apoio dos adeptos será crucial, na opinião do avançado mexicano, para a conquista dos três pontos. "É superimportante. Quando entras em campo percebes que tens todos a apoiar-te, senti isso desde o início. Fazem-nos acreditar que podemos vencer. Estamos sempre unidos pelo mesmo objetivo", sublinhou.

No sábado, no Bonfim, foi o herói. No primeiro tento, concretizou de pé esquerdo. "Quando vejo que o Rafa tem a bola, ele levanta a cabeça, eu peço-a e sai um cruzamento que - talvez o defesa duvidasse - pensei que podia passar. Estava no momento certo para marcar e relançar a equipa com o empate". No fim, o jogador, de 26 anos, fez de penálti o 2-1. "Tinha a confiança e a segurança de que ia marcar, sempre com a mentalidade de meter a bola no fundo das redes". Com o V. Guimarães, a 31 de março, fez um passe de letra para o golo de Jonas. "É algo que gosto de fazer desde pequenino. Esse tipo de passes, pontapés de bicicleta, coisas deste género. Mas, essa jogada, se não termina em golo, não teria o impacto que teve. Felizmente, foi uma assistência muito boa", resumiu o avançado mexicano.

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