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Caso Marega: O regresso a Guimarães e os processos sem fim à vista

Caso Marega: O regresso a Guimarães e os processos sem fim à vista

O regresso do F. C. Porto a Guimarães, na noite desta terça-feira (21 horas, SportTV1), traz à memória um dos episódios mais tristes do futebol português, o que teve Marega como alvo de manifestações racistas praticadas por alguns adeptos vitorianos. Dez meses volvidos, o maliano está de volta ao local e, desta feita, devido à pandemia, somente a isso, não haverá público nas bancadas do D. Afonso Henriques.

Questionado a esse propósito pelo JN, Sérgio Conceição analisou o estado de espírito do avançado para o desafio de hoje: "Sinto-o bem, excelente. Não houve comentários sobre isso, é um problema que infelizmente existe, mas que não afetou a preparação para o jogo, nem da parte do Marega, nem dos próprios companheiros, nem da minha".

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O crime ocorrido no D. Afonso Henriques a 16 de fevereiro correu o Mundo. Marega diz, mais tarde, que se sentiu "humilhado". Antes, nas redes sociais, criticou os árbitros por não o terem defendido. O Conselho Disciplina levantou processos disciplinares ao jogador e ao Vitória. Marega foi absolvido e o processo aos minhotos, sabe o JN, continua preso na Comissão de Instrutores da Liga.

O Vitória prometeu recorrer da multa de 55 mil euros e três jogos à porta fechada aplicada pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD). O processo judicial ainda não tem acusação do Ministério Público, embora a investigação tenha constituído três arguidos. Conforme avançou o JN, o Tribunal de Guimarães anulou a multa aplicada pela APCVD a um adepto do Vitória que tapou o rosto no decorrer do jogo.

Essa decisão foi criticada pelo presidente da Liga Portugal. "Exige-se (e bem) mão firme e celeridade às instâncias de justiça desportivas, ao mesmo tempo que se impõem aos promotores a criação de todas as condições para uma eficaz identificação de pessoas a quem tem de ser negado o acesso a espetáculos desportivos. Decisões como esta do Tribunal da Relação de Guimarães são incompreensíveis e lamentáveis, colocando em causa os esforços e investimentos que todas as instâncias desportivas têm feito na exclusão de comportamentos nocivos do Desporto", escreveu Pedro Proença, na rede social Facebook.

Em jeito de efeito dominó, o Vitória Sport Clube emitiu um comunicado com uma reação crítica à posição tomada pelo presidente da Liga Portugal: "Não havendo da parte de Pedro Proença uma clarificação das suas declarações, cabe ao Vitória Sport Clube concluir que o Presidente da Liga Portugal desrespeita, com este tipo de intervenções, o princípio da separação de poderes, servindo-se do julgamento de um ato que em si mesmo é absolutamente inócuo e comum a todos os estádios e pavilhões e a todos os desportos - quantos autos terá instaurado a APCVD? - para reacender a discussão do Caso Marega com referências que não podem deixar de ser entendidas como uma pressão para extrair punições".

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