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Cimeira de líderes começou na Polónia

Cimeira de líderes começou na Polónia

Quando Pedro Proença apitar para o arranque do Benfica-F. C. Porto (20.15 horas, Sport TV1), Portugal estará de olhos colados à Luz. Mas este clássico globalizou-se. Passou, por exemplo, por Varsóvia e Miami...

A separação dos jogadores de F.C. Porto e Benfica, após o Polónia-Portugal de quarta-feira, diz quase tudo. O clássico da Luz, que ajudará a definir as contas do título, passou pelas seleções e começou a ser jogado bem longe de Portugal. Assim que terminou o jogo das quinas, os dragões Rolando e João Moutinho, que logo serão titulares na equipa de Vítor Pereira, rumaram a um hotel de Varsóvia, onde pernoitaram. Depois de um sono tranquilo, viajaram para Lisboa, onde se juntaram aos colegas. Os adversários encarnados, Eduardo e Nélson Oliveira, tinham seguido para Lisboa, no avião da seleção e chegaram à Portela às quatro da manhã.

Amigos, amigos, negócios à parte... Mas é inegável que o aquecimento para o clássico, mesmo sem grandes desvarios verbais, foi uma guerra surda. A começar pela antecipação do encontro, iniciativa do Benfica - terça-feira defronta o Zenit, na Liga dos Campeões -, numa altura em que tinha cinco pontos de vantagem no topo da Liga, entretanto esbanjados, o que torna o duelo ainda mais interessante. Erro estratégico? Antes de a bola rolar, é fácil falar. Se as águias vencerem, terá sido uma jogada de mestre, até porque James, importantíssimo na recuperação do F.C. Porto, jogou na madrugada de quinta-feira, na longínqua Miami, e junta-se esta manhã aos campeões, já em Lisboa, após ponte aérea com escala em Newark, nos Estados Unidos.

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Se o Benfica voltar a sucumbir, dando sequência ao afundamento psíquico que resultou em três jogos consecutivos sem vencer, de nada terá servido um expediente regulamentar que prejudica, sobretudo, a qualidade do espetáculo. Atendendo ao preço dos bilhetes e a tudo o que está em causa, devia ter existido mais cuidado, até por parte da Liga de Clubes, incapaz, neste caso, de promover o diálogo e de antecipar o problema.

Táticas de bastidores à parte, a cimeira de líderes joga-se no calor da relva onde o F. C. Porto, na época passada, fez duas festas - do título e da passagem à final da Taça de Portugal. O dragão de Vítor Pereira não tem a chama do de Villas-Boas, mas está a crescer, mesmo em altura, com a inclusão do gigante Janko no ataque. E o Benfica de Jesus? Terá mesmo perdido a capacidade de voar, tão elogiada até há três semanas? Tudo para perceber esta noite... Uma coisa, pela certa, não será possível perceber após 90 minutos: quem será o próximo campeão. Seja qual for o resultado, a guerra prosseguirá, após a partida desta sexta-feira. E com o Braga à espreita...

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