Adepto ferido

Claque leonina arrasa entidades do futebol: "Que a tragédia que esteve tão perto de acontecer sirva de lição"

Claque leonina arrasa entidades do futebol: "Que a tragédia que esteve tão perto de acontecer sirva de lição"

O adepto do Sporting que caiu de uma bancada durante o clássico de sábado, no Estádio José Alvalade, "não corre perigo de vida", mas está "em estado grave" e com múltiplas fraturas. O Diretivo Ultras XXI, claque leonina a que a vítima pertence, aponta falha de segurança.

"Depois de muitas horas de incerteza e preocupação, podemos agora informar, com profundo alívio, que o nosso Associado não corre perigo de vida e que, apesar de ainda hospitalizado, encontra-se estabilizado e a receber os necessários tratamentos médicos, tendo em vista a sua total recuperação dos múltiplos e graves ferimentos sofridos", esclareceu a claque, em comunicado emitido este domingo, um dia depois de o adepto em causa ter caído cerca de cinco metros, da Bancada Sul B para a Bancada Sul A do estádio de Alvalade, quando decorria o Sporting - Porto (1-1).

Na nota, a claque esclarece "que a queda não foi provocada por um 'desequilíbrio' do Associado em causa, mas sim pelo facto de um dos vidros de (suposta) segurança e protecção da Bancada Sul B se ter estilhaçado por completo, provocando a sua queda para a bancada imediatamente inferior". E acrescenta que outros adeptos também foram assistidos a ferimentos causados pelo acidente.

Embora avise que não quer apontar dedos, o Diretivo XXI questiona "como é possível que, em pleno século XXI, num estádio moderno e recente, questões elementares de segurança como a qualidade e a condição dos materiais e dos respetivos suportes sejam deixadas ao acaso, aguardando que ocorra uma tragédia como a que esteve muito perto de suceder". Tragédia que poderia ter sucedido, lê-se na nota, se a lotação do recinto fosse a normal.

A claque questiona ainda como é que, na sequência do colapso de uma bancada no Estádio António Coimbra da Mota (Estoril), em 2018, nada tenha sido feito "para garantir que todos os recintos desportivos possuem as necessárias condições de segurança para serem frequentados pelo público". E atribui responsabilidades aos "proprietários dos recintos desportivos", aos "promotores dos espectáculos desportivos" e às "entidades organizadoras", "legisladoras" e "fiscalizadoras", estas últimas "tão preocupadas e expeditas em criar zonas segregadoras dentro dos recintos desportivos para aqueles que apenas pretendem apoiar o seu clube desportivo".

"Antes de pensarem em inúteis cartões de adepto e em zonas específicas para o mesmo, deveriam, isso sim, pensar nas condições que um qualquer adepto enfrenta, semana após semana, nos diversos recintos desportivos espalhados por este país, onde a falta de condições de higiene e segurança são, infelizmente, uma constante", lê-se ainda no comunicado, em que a claque remata dizendo esperar que "a tragédia que esteve tão perto de acontecer sirva de lição e motive todas as entidades públicas e privadas responsáveis a olharem finalmente para o adepto com o respeito que lhe é devido".

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