Campeonatos Europeus

Clarisse Cruz na final dos 3000 m obstáculos

Clarisse Cruz na final dos 3000 m obstáculos

Clarisse Cruz qualificou-se, esta quinta-feira, para a final dos 3000 metros obstáculos dos Campeonatos da Europa de Helsínquia, ao ser 5ª na sua eliminatória, com um recorde pessoal de 9.40,30 minutos, a escassos trinta centésimos do mínimo olímpico A.

"Tinha dois objetivos, o mínimo olímpico A e, se possível, ser finalista", explicou a atleta do Sporting, que liderou boa parte da prova.

Clarisse Cruz explicou que não se sentia "à vontade no meio do grupo, com muita confusão na altura da passagem dos obstáculos" e, por isso, resolveu "ir para a frente, imprimir um ritmo mais certo".

"Na parte final quebrei um pouco, mas o importante é que consegui ser apurada para a final", acrescentou a atleta, a primeira (de sete) repescada por tempos, fazendo a nona marca entre as 26 concorrentes.

A portuguesa correrá a final (15 atletas) no sábado, numa corrida marcada para as 7.55 (horas de Lisboa).

"Gostaria de conseguir na final o mínimo A para os Jogos Olímpicos. Terei dois dias para recuperar...", concluiu Clarisse Cruz, que deverá ser a única portuguesa nesta especialidade em Londres.

Na outra série de 3000 obstáculos, Carla Salomé Rocha foi 10ª, com 10.02,00, marca que fica um pouco aquém da sua valia.

"Fui com algum receio, mas como primeira experiência em grandes competições foi bom. A certa altura vi que era última mas pensei sempre que algumas das outras iriam quebrar. E deixei tudo na pista, dei o que tinha e não tinha...", afirmou a jovem atleta do Sporting, ainda do escalão sub-23.

Nas eliminatórias de 3000 m obstáculos, a sensação foi a desistência (logo no primeiro quilómetros prova) da espanhola Marta Dominguez, vice-campeã em Barcelona2010 e depois disso implicada (mas absolvida) num caso de doping.

Ainda esta manhã, Vera Barbosa perdeu uma boa oportunidade de chegar à final dos 400 m barreiras. Se tivesse repetido os 55,80 segundos da véspera (recorde nacional), teria sido a segunda e última repescada por marca e estaria entre as oito finalistas.

Mas foi 6ª na sue série, com 56,58, o 11º tempo entre as 16 semifinalistas.

"Não deu para mais, mas estou satisfeita. A recuperação da prova de ontem [quarta-feira] foi bem feita mas nas barreiras não basta estar bem fisicamente, é mais complicado, também é preciso ritmo. Mas foi um bom teste para Londres", reconheceu a atleta do Sporting.

A russa Irina Davydova foi a melhor das meias-finais, com 54,68.

A abrir a jornada, Eleonor Tavares passou 4,25 metros no salto com vara, mas depois falhou claramente a 4,35 e acabou por ser a 17ª na qualificação, entre as 29 concorrentes.

"Tenho tido problemas em França, devido ao mau tempo, que não tem permitido fazer boas provas", justificou a atleta, que reside em Paris e estava manifestamente desiludida: "O objetivo é sempre a final, não foi possível. Terei que continuar a trabalhar...".

Outras Notícias