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Clubes concentraram-se na bomba de gasolina em frente à sede da Liga

Clubes concentraram-se na bomba de gasolina em frente à sede da Liga

Dezasseis clubes estiveram, esta sexta-feira à tarde, à porta da Liga, encerrada por ordem da Comissão Executiva, onde anunciaram que irão apresentar queixas na Procuradoria-Geral da República e na Federação Portuguesa de Futebol contra o organismo presidido por Mário Figueiredo.

Os clubes contestam o fecho dos serviços, o que lhes impediu de realizar a pretendida assembleia geral para destituir Figueiredo, iniciativa inviabilizada pela quarta vez pelo presidente da AG da Liga, Carlos Deus Pereira.

Com o portão de entrada do edifício da Liga fechado à chave, os representantes dos clubes contestatários presentes - F. C. Porto, Braga, Nacional, Vitória de Guimarães, Académica, Estoril, Rio Ave, Paços de Ferreira e Belenenses (Liga), Oliveirense, Tondela, Penafiel, União da Madeira, Beira-Mar, Portimonense e Aves (2.ª Liga) - concentraram-se na bomba de gasolina existente em frente à sede da Liga.

Aí foram notificados pelos elementos da PSP presentes no local desde a manhã, no sentido de poderem sustentar as queixas a formalizar na PGR e na FPF. Dos nove clubes da Liga, só o Rio Ave não esteve representado pelo presidente.

Momentos antes, à porta da sede da Liga, sob chuva intensa, José Eduardo Simões, presidente da Académica, deu voz à indignação dos clubes. "Isto é o limite. Não sei se haveria limite inferior para a baixeza. Estamos todos aqui fora, presidentes e comunicação social, quando queríamos o que é legítimo: reunir, debater e decidir na sede da Liga. Os clubes têm dignidade e não é à porta da Liga nem no hotel que faremos a assembleia geral", afirmou, adiantando: "Vamos executar as ações necessárias para que este ato do presidente da Liga não passe em claro. Os juristas já estão a trabalhar nos vários tipos de queixas que iremos apresentar na Procuradoria-Geral da República e na Federação Portuguesa de Futebol".

José Eduardo Simões denunciou ainda que Mário Figueiredo, sem as contas de 2012/13 aprovadas e com orçamento para 2013/14 chumbado, está a tentar contrair um empréstimo bancário no valor de um milhão de euros. "Isso é ilegítimo e viola a lei. O presidente continua a destruir a Liga, que já tem mais de quatro milhões de euros de passivo acumulado. Este abuso de poder dura há mais de um ano", denunciou.

Os clubes voltaram, de seguida, ao hotel Sheraton, para prosseguirem o encontro que se tinha iniciado pelas 14 horas e interrompido para a concentração à porta da Liga.

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