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Com mais quatro anos de carreira, Villas-Boas quer treinar uma seleção

Com mais quatro anos de carreira, Villas-Boas quer treinar uma seleção

André Villas-Boas admitiu ter a ambição de vir a treinar uma seleção nacional e participar no Mundial. O antigo treinador do F. C. Porto referiu ainda a intenção de vir a ser presidente dos dragões e deu a conhecer uma paixão peculiar por futebol asiático e sul-americano.

Villas-Boas ganhou lugar na história do F.C. Porto ao conquistar a Liga Europa e a ser campeão invicto pelos dragões na época 2010/2011. Apesar de vários sucessos, o técnico não pretende ter uma carreira longa. "Eu sempre disse que a minha carreira iria ser curta, de 15 anos. Eu estou no futebol desde os 18 anos de idade, estou há 11 anos a treinar, faltam quatro", disse, em entrevista ao "The Athletic".

O treinador admitiu que uma das suas grandes ambições extra-treino é ser presidente do F. C. Porto. Mas até lá, e como o próprio admite apenas ter mais quatro anos de carreira, um dos seus sonhos é ser selecionador de um país e competir num Campeonato do Mundo.

"Eu quero treinar uma seleção nacional e provavelmente acabar com um Mundial. Sempre senti que quando se treina uma seleção, retira-se ao futebol a parte do negócio. Aquilo que fica é a essência pura do jogador e do futebol", disse.

Villas-Boas entende que a competição de seleções não é o melhor dos espetáculos, isto porque os jogadores vêm de uma época longa, cansados, e não há tempo para preparar ideias. "No entanto, tu tens os jogadores no momento em que eles têm mais amor pelo jogo. Estão a jogar pelo seu país, por amor. Não há preocupações com renovações de contrato, bónus, ou coisas deste género. Tens os jogadores na máxima paixão. Eu quero ter este sentimento, quero treinar jogadores que estejam nesta disposição".

Para além de uma seleção nacional, o técnico admite ter uma paixão particular pelo futebol e cultura japonesa, algo que "até pode parecer estranho", segundo diz.

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"Treinei jogadores japoneses e eles são apaixonados pelo jogo e têm uma capacidade de aprender acima da média. Quero conhecer mais dessa cultura".

O futebol sul-americano já causou um dos maiores desgostos desportivos da carreira de Villas-Boas. "Uma das minhas maiores desilusões foi quando o meu acordo com o Boca Juniors não se concretizou. Estava perto de me juntar a eles mas escolheram um diretor desportivo que queria ir noutra direção", explicou.

André Villas-Boas considera que os títulos ganhos pelo F. C. Porto serão sempre os mais importantes da carreira, isto porque foram conquistados no clube do coração. "Conquistei-os imediatamente, mas foram os mais difíceis porque vieram numa altura da minha vida em que estava com muita pressão e muita responsabilidade", referiu.

O treinador afirmou que estava totalmente imerso no trabalho pela ligação que tem ao clube como adepto. "É a minha cultura. Fui sócio do F. C. Porto toda a minha vida. Quando tiver 50 anos serei sócio há 50 anos".

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