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Comité Olímpico de Portugal quer vigilância sobre situações de assédio e abuso sexual

Comité Olímpico de Portugal quer vigilância sobre situações de assédio e abuso sexual

O Comité Olímpico de Portugal (COP) apelou este sábado às autoridades que tutelam o desporto que possam manter-se "vigilantes em relação a situações de assédio e abuso sexual" para com jovens atletas.

Numa nota publicada no site oficial na Internet, o COP lembra que as autoridades devem continuar "disponíveis" para combater a violência para com jovens atletas, à luz das "profundas repercussões que os casos mais recentes a nível internacional trouxeram a todo o universo desportivo".

O alerta é dado após o "surgimento de movimentos cívicos e vítimas que ousam denunciar", em áreas como a política, a cultura ou o desporto, como o caso da campeã olímpica norte-americana Simone Biles.

Segundo aquele organismo, este tipo de "escândalos", como o que envolveu o médico da equipa de ginástica dos Estados Unidos Larry Nassar, traz "profundos danos" não só para as vítimas como para "a credibilidade e reputação das organizações desportivas e autoridades públicas", que agem "de forma negligente e pouco cuidada perante indícios, sinais, alertas e até denúncias oficiais".

O COP recorda que atletas menores de idade estão sujeitos a grande pressão competitiva e no qual podem ser "confrontados com situações de abuso por parte de um colega ou uma pessoa com quem têm um vínculo de confiança", podendo assumir "atitudes de negação".

Um relatório do Conselho da Europa de 2015 estima que uma em cada cinco crianças seja vítima de algum tipo de abuso sexual, não existindo, em Portugal, "evidências sólidas sobre a dimensão do problema" dentro do desporto, uma área que começa a ser estudada a nível internacional.

"Pese embora não existam indicadores seguros quanto aos números, existe a perceção de que a problemática do abuso sexual (hetero ou homossexual) não é residual e de que se trata de um fenómeno encontrado um pouco por todo o espectro desportivo", aponta.

O COP pede ainda "a criação de um conjunto de estratégias" que possam "detetar fatores de risco em contextos desportivos", o que espera que leve "a um aumento de revelações de ocorrências de abuso sexual a menores", o que aconteceu não só noutros países como noutras áreas da sociedade, como na violência no namoro.

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