Motociclismo

Compradores de bilhetes para o MotoGP querem dinheiro de volta

Compradores de bilhetes para o MotoGP querem dinheiro de volta

Empresa que vendeu bilhetes para o MotoGP não devolveu o valor total aos adeptos, evocando comissões. Deco garante que é uma prática ilegal.

Várias pessoas que compraram bilhetes para o MotoGP, que se realizou em 22 de novembro, cuja presença de público acabou por ser interditada devido à covid-19, estão revoltadas por não lhes ter sido devolvido a totalidade do dinheiro que gastaram nos ingressos.

A promotora de bilhética, a Meo Blue Ticket, foi a responsável pela comercialização, mas só restituiu o valor de cada bilhete, negando devolver o montante da comissão de venda, de 6%. Ou seja, se, por exemplo, um adepto gastou 134 euros numa entrada (o preço dos bilhetes variou entre 55 e 185), significa que apenas 125 euros foram devolvidos. Contas feitas, a margem de lucro bruto da empresa em questão, pelo resultado de 26 mil bilhetes vendidos, foi de mais de 200 mil euros em comissões.

Irritados com a situação, os consumidores pediram explicações à Meo Blue Ticket, que justificou a recusa em devolver o valor com os custos associados "à operacionalização e alocação da equipa de apoio ao cliente". Ao JN, fonte oficial da empresa referiu que "o cliente é informado, no momento da compra, que em caso de devolução por cancelamento do evento, o valor às taxas não será reembolsado".

Ouvida pelo nosso jornal, Tânia Neves, jurista da Deco, garantiu que a Meo Blue Ticket não tem razão. "Apesar das condições contratuais evocadas pela Meo, a situação em análise deve ser tratada como um contrato que não existiu. Apesar da prova se ter realizado, não foi autorizada a presença de público, logo para os consumidores que adquiriram os bilhetes é como se o evento não tivesse existido. Deve haver restituição total do valor pago, o que inclui taxas e comissões, nos termos prescritos para o enriquecimento sem causa", explicou.

Os bilhetes não chegaram a ser enviados aos consumidores, que receberam apenas uma confirmação de compra. "O que torna a situação muito mais grave", finalizou.

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