F. C. Porto

Conceição: "A nossa festa é ganhar dentro de campo"

Conceição: "A nossa festa é ganhar dentro de campo"

Apesar de estar consciente da realidade, que diz que o F. C. Porto está a quatro pontos do título, o treinador dos dragões voltou a afirmar que não é de grandes festejos, sobretudo antecipados, antes da visita desta segunda-feira a Braga, na 31.ª jornada do campeonato.

Os azuis e brancos até se podem sagrar campeões nacionais já neste feriado de 25 de Abril, precisando de fazer, no Minho, um resultado melhor do que o Sporting fizer, no Bessa, frente ao Boavista. No entanto, o foco é apenas um.

"Faltam quatro jogos e amanhã (segunda-feira) é o próximo e sempre o mais importante. Os duelos ganham um peso ainda maior nesta fase do campeonato e isso é sentido porque não há margem para errar. Vamos apanhar uma equipa super-competente, a última a deixar as competições europeias e o Carvalhal tem feito um trabalho fabuloso neste Braga, que é misto de juventude e experiência. Cabe-nos a nós ir à procura da vitória, que será importante na nossa caminhada", afirmou Sérgio Conceição.

Questionado diretamente se acha que a conquista vai ser assegurada já nesta ronda, o técnico foi claro na resposta: "Não sou dado a grandes festejos e coisas do género. A nossa festa é fazer o nosso trabalho, ganhar dentro de campo. Faltam quatro jogos de intensidade altíssima. O Braga quer ter o máximo de pontos, o Vizela tem a sua ambição, vamos à Luz e recebemos o Estoril. Apesar de estar afastado, sempre considerei o Braga um candidato".

Destacando que o grupo de trabalho tem "noção da realidade", garantiu, no entanto, que a confirmação do título não é conversa no balneário. Na sexta-feira, o presidente do F. C. Porto, Pinto da Costa, afirmou que prefere ganhar os campeonatos no campo e Sérgio Conceição comentou o assunto de forma bem-humorada.

"Mas ele não joga, espero eu... (risos). Não temos de olhar para ganhar no sofá ou no campo. Quero é ganhar títulos, umas pessoas preferem de uma maneira ou de outra. Eu gosto de ganhar, ponto", salientou, lembrando que, apesar de ser uma pessoa confiante, continua alerta às dificuldades que tem pelo caminho.

"A confiança faz parte do meu trabalho e não tem a ver com jogos, embora os treinadores vivam de resultados. Estou sempre confiante, mas alerta e de certa forma desconfiado. Já vi muita coisa em quase dez anos como treinador e ser confiante é importante, mas os outros também trabalham bem", lembrou.

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Questionado como teria sido o desempenho do F. C. Porto nestes cinco anos num cenário em que não era o técnico da equipa, Conceição acabou por fazer um balanço equilibrado do percurso: "Não faço ideia. Essa é uma pergunta chata. Sou católico praticante, mas não tenho o dom de adivinhar o que seria ou não seria. Sei que nestes cinco anos algumas coisas foram bem feitas, outras nem tanto. Queria ganhar todos os campeonatos e todas as provas em que entrámos... podia ter sido melhor, podia ter sido pior. Há uma coisa de que estou seguro: a forma dedicada que nós, equipa técnica, abraçámos este projeto deixa-me orgulhoso e satisfeito. Mas não estou híper feliz, porque também me lembro do que não conquistei, concluiu.

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