F. C. Porto

Conceição: "Agora tenho de dizer que todos os adversários são 'top'"

Conceição: "Agora tenho de dizer que todos os adversários são 'top'"

O treinador do F. C. Porto admite que o duelo deste domingo, com o Tondela, é "uma das nove finais" que os dragões têm pela frente no campeonato, mostrando-se alerta para o facto de a equipa beirã estar a lutar pela permanência. A sobrecarga de jogos continua a ser o tema do dia e o técnico admite que o problema "pode estar" no encontro com o Boavista, da próxima semana.

"Na Liga está um pouco abaixo das expectativas do clube, que queria fazer campeonato tranquilo, mas na Taça está bem encaminhado para chegar à final. Na época passada criou problemas no Dragão, cabe-nos a nós contrariar isso. Agora, tenho de dizer só coisas boas em relação aos adversários, se não dizem que facilitamos, como aconteceu por ter referido que o Lyon tinha fragilidades defensivas. Tenho de dizer que são top, se não dizem que eu passo essa mensagem aos jogadores. Siga", afirmou Sérgio Conceição, destacando o perigo que podem representar as equipas que lutam pela permanência.

"À medida que se aproxima o final do campeonato, ficam com menos margem para concretizar objetivos. Lembro-me do Tondela do Petit vir ganhar ao Dragão e conseguir uma série de vitórias para a permanência. Há muitos exemplos desses. Sabemos que o Tondela é das equipas que estão naquela luta que faz mais golos. Estamos atentos, é um jogo importante, difícil e temos de ir atrás do que queremos. É mais uma final, das nove que temos pela frente para o nosso principal objetivo, o título", comentou.

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Depois de ter apresentado praticamente o mesmo onze nos jogos com Paços de Ferreira e Lyon, Conceição admite que este ciclo pode causar problemas na visita ao Bessa, agendada para a próxima semana.

"O perigo não tem a ver com estes dois jogos, que são separados por quatro dias. Perigoso pode ser o jogo com o Boavista. Jogamos quinta [em Lyon], chegamos de madrugada, isto se houver slot para voar no fim do jogo, preparamos o jogo no sábado e jogamos domingo. Estamos preparados para jogar de três em três ou quatro em quatro dias, mas não podemos esconder a sobrecarga do calendário. Tenho de fazer gestão e ser criativo e, se calhar, não foi muito criativo no último jogo. Acreditei que aquele onze era o melhor para dar conforto para ir a Lyon, mas não sei se tivesse mudado quatro ou cinco jogadores, não sei se não perdia três ou quatro", recordou.

Sobre o facto de alterar entre o 4x4x2 e o 4x3x3, o treinador portista salientou que o mais importante é sempre a dinâmica: "Temos de encontrar a fórmula para integrar jogadores que temos na ideia de jogo. Estamos muito bem a criar no meio-campo ofensivo, com combinações e jogadas fantásticas, mas está a faltar consistência no processo defensivo. Não na organização defensiva. Está a faltar o equilíbrio que já tivemos esta época. Preferia perder 2-0 do que 4-2 em Paços... Ganhar, desculpem (risos). Estou cansado, o tribunal ontem [sexta-feira] deu cabo de mim".

Elogiando as evoluções de Rúben Semedo, que se estreou frente ao Lyon entrado para o lugar de Pepe - mas não garantindo a titularidade do central frente ao Tondela -, e do extremo brasileiro Pepê, o treinador dos azuis e brancos comentou o facto de o F. C. Porto ter deixado de estar debaixo do fair-play financeiro da UEFA.

"Até posso recordar o que me aconteceu. Fui para o Vitória numa altura em que estava num período financeiro muito difícil e, no ano seguinte, entrou o Pedro Martins e teve equipa fantástica. No Braga, só tive jogadores quase a custo zero e cheguei à final da Taça de Portugal. No F. C. Porto também tive o desafio de vir para um clube com um peso histórico fantástico, mas que iniciava período difícil a nível financeiro. O nosso trabalho era dar o melhor para conseguirmos ganhar em campo: só assim é que vieram muitos milhões da UEFA [prémios de desempenho] e das vendas [de jogadores]. Ficamos felizes por estar fora", concluiu.

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