F. C. Porto

Conceição foi rei na comunhão festiva entre adeptos e novos campeões

Conceição foi rei na comunhão festiva entre adeptos e novos campeões

O abraço de Sérgio Conceição ao filho mais novo foi das imagens mais fortes da comunhão festiva entre adeptos e campeões nacionais às portas do Estádio do Dragão. A festa durou 45 minutos, mas ficou a promessa de uma segunda parte, dia 22, após a final da Taça de Portugal, desejo de presidente e treinador.

Depois de conquistar o 30.º título nacional no Estádio da Luz, com um golo de Zaidu, o F. C. Porto chegou ao Estádio do Dragão já de madrugada. Tinha à espera uma passadeira azul e cerca de dez mil pessoas, que aguentaram horas para ver e saudar quem acabou de lhes dar uma alegria.

Pepe foi o primeiro a desfilar, entrando na festa a dançar; seguiram-se os outros craques que, no meio de danças, palavras e cânticos, fizeram as delícias de quem os estava a ver. Mas, no final, a imagem mais forte acabou por ser aquela que provou que o futebol, de muitas coisas, também é de união e família.

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Francisco Conceição, que foi o sétimo a desfilar na passadeira, fez questão de entrar com o irmão mais novo, que saltou para o colo do pai, Sérgio Conceição, quando este entrou, em último lugar, para saudar os adeptos, juntamente com a equipa técnica. O treinador, que conquistou o terceiro campeonato ao serviço dos dragões, abraçou o filho mais novo durante largos minutos. Conceição, habituado a todo o tipo de emoções durante o ano - e a que a profissão também obriga - encostou-o bem ao peito e os gritos de milhares de pessoas acabaram por não soar tão alto quanto aquela imagem.

A festa, essa, durou 45 minutos. Mas que podem passar a ser 90, caso o F. C. Porto até consiga conquistar a Taça de Portugal. "Já estou a pensar na dobradinha e, se Deus quiser, estaremos aqui para festejar outra vez. É isto que eu quero continuar a ter: união", disse Sérgio Conceição.

Se os festejos vão ter mais 45 minutos ou não, só dia 22 se saberá. Mas a emoção do título, essa, já ninguém a tira. E afinal, futebol também pode ser família.

Há muito que em todo o mundo se escreve ou pensa sobre o poder do futebol. Tenta-se explicar a atração pelo desporto-rei, que consegue mover milhares. Milhões. Que chega a ser comparado a uma "batalha", na qual onze atletas de cada lado defendem uma camisola e um símbolo com a rivalidade como pano de fundo Também há quem diga que o futebol "é só um jogo", é só "um desporto". E até pode ser. Mas quando algo envolve emoção e paixão, acaba por ser mais do que isso.

É a frustração de muitas vezes não se conseguir acertar na baliza. É a emoção a dobrar de se marcar um golo nos últimos minutos. É uma espécie de redenção ao conseguir calar as críticas com um golo que acaba por confirmar um título. São as lágrimas, gritos, cânticos e sorrisos de quem pode voltar a festejar depois de uma pandemia. São os abraços. São os banhos de champanhe. É a crença. São as danças. E é a família.

No caso do treinador do F. C. Porto. O abraço aos filhos começou na Luz, passou pelo Dragão e certamente continua em casa.

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