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Conselho de disciplina abre inquérito ao Feirense

Conselho de disciplina abre inquérito ao Feirense

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) abriu esta terça-feira um processo de inquérito para averiguar a alegada ligação do detentor maioritário da SAD do Feirense, da LigaPro, a uma casa de apostas desportivas.

Na segunda-feira, a edição do jornal Público avançou que o milionário nigeriano Kunle Soname, detentor de 70% da SAD do Feirense, é igualmente dono de uma casa de apostas africana, algo que é incompatível de acordo com a lei portuguesa.

"Na medida em que a factualidade em apreço naquela notícia e naquele comunicado se mostra suscetível de assumir relevância disciplinar, determina-se a instauração de processo de inquérito", pode ler-se no comunicado da secção profissional do CD da FPF, reforçado por outra nota da secção não profissional, que revela ter deliberado "instaurar processo de averiguações".

Face a esta notícia, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) disse "desconhecer a existência de qualquer tipo de incompatibilidade associada a qualquer órgão social da administração da SAD do Feirense", solicitando ao CD da FPF a abertura de um processo de inquérito "para averiguar se existe qualquer matéria relevante do ponto de vista disciplinar".

No mesmo dia, a SAD do Feirense assinalou que cumpre as regras das competições profissionais e esclareceu o alegado envolvimento de Kunle Soname na Bet9ja, salientando que o nigeriano não é acionista, nem beneficiário efetivo da Tavistock, a sociedade que detém 70% da Feirense SAD, e alegando que nunca exerceu um cargo executivo.

Kunle Soname, de 54 anos, comprou a maioria do capital social da SAD do Feirense em 2015 e tornou-se responsável pelo futebol profissional do clube. O nigeriano foi o primeiro africano a adquirir a maioria do capital de um clube europeu.

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