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Conselho de Disciplina da federação arquiva processo contra o Aves por incumprimento salarial

Conselho de Disciplina da federação arquiva processo contra o Aves por incumprimento salarial

A SAD do Aves, que confirmou na segunda-feira a descida à LigaPro, viu esta terça-feira ser arquivado o processo disciplinar relacionado com o incumprimento salarial entre dezembro e março.

De acordo com o acórdão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), os avenses cumpriram atempadamente as obrigações com jogadores e treinadores, tendo por base as "medidas excecionais e temporárias" aprovadas pelo Governo face à pandemia de covid-19.

Em causa está a introdução de um "regime excecional de suspensão dos prazos, incluindo os administrativos", que fez com que o "termo original" das datas-limite dos processos durante o estado de emergência, vigorado entre 19 de março e 2 de maio, só fosse considerado vencido "apenas no 20.º dia útil posterior à entrada em vigor da lei".

"Tendo a arguida comprovado a inexistência de dívidas salariais dentro do prazo regulamentar, a sua conduta não preenche os elementos típicos da infração pelo n.º 1 do artigo 74.º do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP)", lê-se no documento emitido pelo organismo federativo.

A 3 de abril, a Liga de clubes informou que o Aves tinha falhado o prazo extraordinário de 15 dias para demonstrar a inexistência de dívidas aos plantéis principal e sub-23 entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, com controlo até 15 de março.

A SAD liderada pelo chinês Wei Zhao justificou o atraso salarial com a paralisação da atividade económica na China, motivada pela pandemia de covid-19, mas o assunto foi remetido para o Conselho de Disciplina da FPF, originando as rescisões unilaterais do guarda-redes francês Quentin Beunardeau e do avançado brasileiro Welinton Júnior

Desfecho idêntico repetiu-se a 9 de junho, na sequência da 25.ª jornada, que marcou a retoma do campeonato, incidindo na ausência de documentos que comprovassem a regularização dos vencimentos de março e abril à estrutura avense, numa reincidência que poderia acarretar uma penalização de cinco a oito pontos na classificação.

A 6 de maio, fonte do clube adiantou à agência Lusa que os salários de março seriam liquidados na totalidade, enquanto 35% das verbas de abril e maio estariam cativadas devido à paragem competitiva provocada pelo coronavírus, sendo repostas a 5 de agosto e 5 de setembro, respetivamente, com o regresso da Liga.

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