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Copa América recheada de confusões e polémicas

Copa América recheada de confusões e polémicas

Seleção brasileira declara oposição ao torneio, que arranca domingo no Brasil. Tribunais analisam recursos e podem suspender a prova.

A seleção canarinha está contra a organização da Copa América, com início marcado para o próximo domingo, no próprio país! Num manifesto partilhado nas redes sociais, vários jogadores do "escrete", entre eles o capitão Neymar, declararam-se contrários à realização da competição.

"Somos contra a organização da Copa América, mas nunca diremos não à Seleção Brasileira", escreveram os futebolistas no comunicado, destinado "aos mais de 200 milhões de torcedores", no final do jogo com o Paraguai, de qualificação para o Mundial2022, que o "escrete" venceu por 2-0. "Somos um grupo coeso, porém com ideias distintas. Por diversas razões, sejam elas humanitárias ou de cunho profissional, estamos insatisfeitos com a condução da Copa América pela CONMEBOL", referiram os jogadores.

No entanto, dizem que são trabalhadores e profissionais, pelo que têm "uma missão a cumprir com a histórica camisa verde-amarela pentacampeã do mundo".

Inicialmente, a Copa América seria coorganizada por Argentina e Colômbia, mas os dois países desistiram. A Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) confiou então a tarefa ao Brasil, mas, como se trata de um dos países mais afetados pela pandemia, a decisão espoletou forte contestação, colocando em causa a própria organização, que terá Brasília, Rio de Janeiro, Cuiabá e Goiânia como cidades-sede.

Ao concordar em sediar a competição, o Brasil teve a aprovação do presidente Jair Bolsonaro e da Confederação Brasileira de Futebol. Ainda assim, a prova continua em dúvida. O Supremo Tribunal Federal analisará dois recursos que pedem a suspensão do torneio.

Entretanto, após uma "análise cuidadosa", a Mastercard desistiu de patrocinar a Copa América. A multinacional norte-americana apoiava o torneio desde 1992.

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