Desporto

Corridas de grupo aumentam os riscos de contágio

Corridas de grupo aumentam os riscos de contágio

Portugal tem sofrido menos do que a França em termos de efeitos da Covid-19, mas a determinação gaulesa de impedir o exercício físico na rua entre as 10 e as 19 horas, por suspeita de que as corridas em conjunto estavam a contribuir para a propagação da pandemia, é vista com bons olhos por especialistas portugueses da esfera desportiva.

"A proximidade é fator de risco. Aulas ou corridas em grupo estão desaconselhadas. Daí perceber a medida de França", realça, ao JN, Henrique Jones, médico e especialista em medicina desportiva.

"Sempre apelei à atividade física, mas agora outros valores se levantam. Correr ao ar livre, apenas de forma isolada e seguindo sempre as recomendações da Direção-Geral de Saúde", diz Sameiro Araújo, vice-presidente da Câmara de Braga e com larga experiência como técnica de atletismo do Sporting de Braga.

Em Portugal, mesmo perante a vigência do Estado de Emergência, as pessoas podem sair à rua para se exercitarem por breves períodos, mas estão proibidas de o fazer de forma coletiva. "Como há a tendência para andarem em grupo, a proibição pode ter vantagens, mas isoladamente, do ponto de vista científico e com respeito pelas regras, não há inconveniente", refere Henrique Jones.

Já Sara Moreira admite que a aplicação de mais restrições tiraria gente das ruas, mas espera que não haja necessidade de seguir a opção francesa. "Tenho colegas profissionais, em Espanha e França, que não saem de casa há um mês. Aqui espero que isso não aconteça", conta, ao JN, a atleta olímpica, precisando que tem andado a treinar fora só uma vez por dia, fazendo a restante preparação em casa.

Regresso com regras

Atento à prática desportiva, o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) adianta que os atletas podem treinar-se sob certas condições. De momento, o alto rendimento está equiparado, por decreto, à atividade profissional, e o desporto amador ter de seguir as recomendações da Direção-Geral de Saúde.

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Fonte do organismo liderado por Vítor Pataco frisa que o Jamor pode reabrir em data a definir, apenas em contexto de treino, mas para tal será preciso que quem venha a utilizar o complexo de Oeiras assine um termo de responsabilidade e seja submetido a alguns controlos.

A avaliação do binómio risco/benefício, em tempos de pandemia, terá de ser rigorosa, cenário que se estende a todo o país, como tem sugerido o IPDJ.

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