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Cova da Piedade recusa jogar com o Estoril

Cova da Piedade recusa jogar com o Estoril

O Cova da Piedade anunciou esta tarde que não vai comparecer no encontro com o Estoril, no encontro da oitava jornada da LigaPro, agendado para esta sexta-feira, pelas 18.30 horas.

Segundo avançou Edgar Rodrigues, diretor geral do Cova da Piedade, em declarações ao jornal "O Jogo", o clube não vai desobedecer às instruções da Direção-Geral da Saúde e a equipa não se apresentará no estádio António Coimbra da Mota.

"A delegada de Saúde informou que não é possível o Cova da Piedade deslocar-se. Não pode sair de casa com os jogadores. Como é que iria jogar?", salientou o diretor do clube, que tem 15 jogadores com testes positivos à covid-19, estando todo o plantel - mesmo os que testaram negativo - em isolamento profilático.

"Tínhamos nove jogadores que estavam negativos, possivelmente falsos negativos, e dois inconclusivos. Um deles tem 39 graus de febre e está em casa. Começámos a falar com a Liga para perceber como poderíamos resolver isto. Não houve resolução. Dos nove jogadores que sobram, um não está inscrito e outro é o Edinho, sabemos o que se passa [indisponível devido a lesão grave]", justificou Edgar Rodrigues, lembrando o caso do Sporting-Gil Vicente, da primeira jornada da Liga, adiado devido a casos positivos de covid-19 nas duas equipas.

"O Sporting tem o privilégio de ter 58 jogadores inscritos, o Gil tem 33, salvo erro. O jogo foi adiado e a Liga fez tudo o que pôde e não pôde para adiar o jogo, que foi feito esta semana. A delegada de Saúde decidiu que os jogadores iriam ser imediatamente confinados. Como é que eu vou desobedecer à DGS e vou pôr a minha equipa aí [no Estoril]? Não temos culpa e temos aqui um email da dra. Marta Temido [ministra da Saúde], que disse, por escrito, que vai defender a delegada de Saúde na decisão que tomou em qualquer instância. Liguem para ela. Vamos para tribunal até às últimas instâncias. Isto é passar por cima de tudo o que são valores, não vamos compactuar com isto. Prefiro perder três pontos do que alguém perder a vida", finalizou o diretor geral do Cova da Piedade.

Por seu lado, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), pela voz da diretora de Competições, anota que "o pedido de ausência justificada do Cova da Piedade não tem cabimento regulamentar". E prossegue: "Este não é o procedimento protocolado, e que levou ao não adiamento de outros jogos. Este é um caso diferente, em que a LPFP, neste momento, ainda não sabe o que vai acontecer. Sabemos que três horas antes do jogo o Cova da Piedade tinha de entregar os atestados de aptidão médica dos jogadores e não o fez", frisou Helena Pires.

A diretora de comunicações da LPFP acrescentou ainda que a LPFP está impossibilitada de adiar o encontro dada a inexistência de acordo para o fazer.

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Caso não compareça no encontro, esta ausência é comunicada pela LPFP ao Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), sendo que o número 3 do artigo 16.º do Regulamento de Competições da LPFP determina que "a falta de comparência não justificada de um clube a jogo oficial de uma competição por pontos determina, nos termos previstos no Regulamento Disciplinar, a atribuição ao clube adversário dos três pontos correspondentes à vitória".

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