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Cova da Piedade vai impugnar descida ao Campeonato de Portugal

Cova da Piedade vai impugnar descida ao Campeonato de Portugal

O Cova da Piedade anunciou, esta quarta-feira, que vai impugnar a descida ao Campeonato de Portugal aprovada na terça-feira pela direção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Numa conferência de imprensa onde estiveram também presentes o treinador, João Alves, e os capitães de equipa, Edinho e André Carvalhas, o diretor desportivo Edgar Rodrigues voltou a garantir que a SAD do clube da margem sul do Tejo irá "até às últimas consequências" e que a direção da LPFP "não tem competência jurídica" para tomar uma decisão que tem de ser decidida "em assembleia geral".

O dirigente dos piedenses disse ainda que se sentiu "traído" pela LPFP e que todos os clubes da LigaPro foram "enganados", porque lhes "foi dita uma coisa e feita outra" em relação às consequências desportivas da interrupção do campeonato devido à pandemia de covid-19.

"Na sexta-feira foi-nos dito que ninguém iria descer de divisão. No sábado somos confrontados com um comunicado da federação, que cumpriu o que já tinha dito, que era indicar duas equipas [para subir à LigaPro] por mérito desportivo e que ninguém descia porque não há demérito desportivo. Isto é uma absoluta vergonha e não podemos pactuar com isto", atirou o dirigente piedense.

Sobre a decisão da direção da Liga, Rodrigues questionou a unanimidade que tem sido anunciada e desafiou a que se pergunte ao presidente do Mafra, José Cristo, qual foi o seu sentido de voto e a forma como a decisão se processou, sublinhando que não foram apresentadas alternativas e que não obteve resposta à pergunta sobre se tinha sido apresentada à federação uma "proposta de alargamento".

"Questionei cinco vezes o presidente da Liga e não obtive resposta. Nem apresentaram uma opção A, B ou C, foi tudo votado em menos de 30 segundos. Senti-me traído e os clubes da LigaPro enganados, porque foi-nos dita uma coisa e feita outra", insistiu Edgar Rodrigues.

Por esses motivos, o diretor desportivo dos "grenás" referiu que a forma como a decisão foi tomada "devia envergonhar todos os dirigentes do futebol português" e considerou que Liga e FPF "cozinharam" a forma de despromover o Cova da Piedade e o Casa Pia.