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Cromos do Mundial: Eusébio

Cromos do Mundial: Eusébio

Filho de mãe moçambicana e pai angolano, Eusébio da Silva Ferreira nasce no bairro pobre de Mafalala, em Lourenço Marques (agora Maputo). É seu costume desde muito cedo fintar os deveres escolares e passar o dia a jogar futebol de rua, completamente descalço com uma bola feita a partir de meias enroladas em papel de jornal. Sem bola, é menino para correr 100 metros em menos de 11 segundos.

A sua habilidade inata é uma alegria para todos - menos para os pais, que preferem ver o filho a sair-se bem na escola. Em vão. Eusébio faz-se jogador de futebol. E que jogador. Primeiro a brincar, numa equipa de miúdos da sua idade chamada Os Brasileiros, depois a sério, através do Sporting de Lourenço Marques, após ser recusado pelo Desportivo, a filial moçambicana do Benfica.

O seu primeiro treinador, Nuno Martins, considera-o uma pérola inestimável e atrai o interesse dos clubes da metrópole. O Sporting tem o direito de preferência e oferece-lhe um período à experiência como júnior em Lisboa. O Benfica dá a volta ao texto e garante-lhe um contrato como profissional por três anos. A mãe assina o termo de responsabilidade e Eusébio segue incógnito para Lisboa. Aterra a 15 de dezembro de 1960 com o nome de código Rute Malosso para trocar as voltas ao Sporting. Na primeira entrevista, ainda no Aeroporto da Portela, diz que faz uns "golinhos".

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