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Crónica de jogo: F. C. Porto consegue reviravolta frente ao V. Guimarães e está na final

Crónica de jogo: F. C. Porto consegue reviravolta frente ao V. Guimarães e está na final

O F. C. Porto venceu (2-1), esta quarta-feira, o Vitória de Guimarães no segundo jogo das meias-finais da Taça da Liga, graças a uma reviravolta no marcador, discutindo o troféu com os anfitriões do Sporting de Braga.

Os vimaranenses até foram os primeiros a chegar à vantagem, numa grande penalidade apontada por Tapsoba, aos 65 minutos, mas os azuis e brancos deram a volta ao marcador, com os golos de Alex Telles, aos 66, e de Soares, aos 75.

Os minhotos, no último lance da partida, ainda introduziram a bola na baliza portista, mas o árbitro Jorge Sousa, com recurso às imagens do videoárbitro, deu a jogada como ilegal, por falta de João Pedro sobre o guarda-redes portista, Diogo Costa.

Confirmado o triunfo, os dragões, que na época passada foram derrotados pelo Sporting na final, voltam a estar na decisão da prova, defrontando, no sábado, o Sporting de Braga, que na terça-feira eliminou o Sporting, na outra meia-final.

As duas equipas até entraram neste jogo com pouca vocação ofensiva e preocupando-se em limitar os espaços do adversário, protagonizando musculadas, mas inconsequentes batalhas no meio-campo, que afastavam a bola das ambas as balizas.

Esta toada durou cerca de 20 minutos, até o F. C. Porto descobrir, finalmente, uma brecha na defensiva vimaranense, com Marega a escapar-se e, de ângulo difícil, esboçar um remate que Douglas desviou, acabando a bola por sobrar para Uribe, que, de longe, tentou um remate, mas sem a melhor pontaria.

A esta primeira investida dos azuis e brancos, o Vitória foi respondendo em contra-ataques a explorar a velocidade pelas alas, que, apesar de criarem alguns desequilíbrios na marcação do F. C. Porto, acabavam por pecar na definição final.

Apesar desses atrevimentos dos minhotos, o F. C. Porto, que com alguma surpresa se apresentou sem Danilo nos eleitos para este desfio, foi conseguindo impor um ligeiro ascendente, sobretudo a partir da meia hora de jogo, protagonizando as suas melhores oportunidades.

O guardião vitoriano, Douglas, mostrou-se em destaque, quando, aos 32 e 42 minutos, se impôs, com intervenções atentas, a um remate de Marega e um cabeceamento de Mbemba, respetivamente.

Ultrapassados estes apuros, o melhor momento ofensivo do Vitória de Guimarães nesta etapa inicial só surgiu em cima do intervalo, num remate de Davidson, que saiu um pouco por cima da baliza de Diogo Costa, mantendo o nulo com que se chegou ao descanso.

No reatamento, os dois conjuntos surgiram com mais intencionalidade, impondo velocidade nas saídas para o ataque, sobretudo o Vitoria de Guimarães, e aproveitando os erros contrários para se aproximarem das balizas.

A emoção do golo acabou por surgir em dose concentrada. Aos 65 minutos, o Vitória de Guimarães desatou o nó, colocando-se em vantagem, através de uma grande penalidade cobrada por Tapsoba, a castigar falta de Soares sobre Bonatini na área portista.

No entanto, os festejos dos vimaranenses não durariam mais do que um minuto, pois a reposta do F. C. Porto revelou-se letal, com Alex Telles a protagonizar um forte remate, de longe, que resgatou o empate, aos 66, impondo o primeiro golo sofrido pelos minhotos nesta edição da prova.

Com tudo, de novo, em aberto, a partida ganhou dinamismo, mas acabou por ser o F. C. Porto a ver premiada a insistência, operando a reviravolta, aos 75, num desvio precioso de Soares a um passe de Corona, que desenhou a jogada, aguentando a débil marcação de Florent.

Este segundo golo dos dragões foi um golpe demasiado duro para os vimaranenses assimilarem, que, ainda assim, não atiraram a 'toalha ao chão' e no último lance do desafio, já aos 90+5, chegaram a introduzir a bola na baliza portista, no que seria o golo do empate, invalidado com recurso ao VAR.

Veja o resumo do jogo: