Jorge Jesus

Da promessa de jogar o triplo até à saída pela porta pequena

Da promessa de jogar o triplo até à saída pela porta pequena

Técnico regressou em agosto de 2020 com a aura da conquista da Libertadores e do Brasileirão ao comando do Flamengo, mas nunca foi consensual. Em época e meia, ficou muito aquém dos objetivos. Qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões esta temporada e vitória (3-0) sobre o Barcelona foram os pontos altos.

"Não regresse a um lugar onde um dia foi feliz". A profecia ou sabedoria chinesa terá alguma razão de ser e aplica-se na perfeição à segunda passagem de Jorge Jesus pelo Benfica. O experiente treinador deixou-se convencer pelo apelo do clube da Luz e regressou à Europa, depois de se ter tornado ídolo no Flamengo com a conquista do Brasileirão e da Taça Libertadores. Regressou com promessa de títulos e bom futebol. "Vamos lutar por todas as competições. Não basta jogar o dobro, o Benfica vai jogar o triplo", anunciou, no Seixal, no dia da apresentação.

O técnico assinou por duas épocas, mas não vai concluir o contrato, depois de nos últimos tempos ter sido novamente associado ao Flamengo e ter perdido, de forma clara, com Sporting na Liga (1-3) e com o F. C. Porto (3-0) na Taça de Portugal.

Em 2020/21, o percurso começou logo mal com a derrota (2-1) com o PAOK, da Grécia, em jogo da terceira pré-eliminatória para o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. A pandemia forçou a que a decisão se disputasse apenas num jogo, em solo grego, e quis o capricho do destino que até fosse um ex-jogador encarnado, Zivkovic, a marcar o golo que valeu a passagem à equipa orientada por outro português, Abel Ferreira.

Na Liga Europa, o Benfica passou a fase de grupos, ficando em segundo lugar, atrás do Rangers, mas caiu logo nos 16 avos de final, frente ao Arsenal, após um empate (1-1), em casa emprestada no Olímpico de Roma, e uma derrota (3-2) no jogo da segunda mão, realizado na Grécia.

No plano interno, a equipa encarnada ficou em terceiro lugar no campeonato, a nove pontos do campeão Sporting e a quatro do vice-campeão F. C. Porto, foi eliminada (2-1) nas meias-finais da Taça da Liga frente ao Braga e na final da Taça de Portugal caiu novamente frente os minhotos, ao perder, por 2-0, em Coimbra. Um golpe duro numa época dececionante para as hostes encarnadas e que aumentou a pressão em redor do técnico.

PUB

Foi num contexto de desconfiança que Jesus iniciou a presente época, mas a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões suavizou as críticas em redor do treinador, ao mesmo que decorria o processo eleitoral que elevou Rui Costa à condição de presidente. Os encarnados bateram o Spartak Moscovo, de Rui Vitória, e o PSV, nas pré-eliminatórias, e entraram na fase de grupos da Champions.

A vitória (3-0) sobre o Barcelona foi um dos momentos altos da época e da própria passagem de Jesus pela Luz, embalando a equipa para o apuramento para os oitavos de final da prova milionária, onde agora vai defrontar o Ajax, no mês de fevereiro e março.

No campeonato, a equipa ocupa o terceiro lugar, a quatro pontos dos rivais Sporting e F. C. Porto, tendo já perdido em casa (1-3) com os leões. Na quinta-feira, segue-se a deslocação ao Dragão, palco onde perdeu (3-0) na semana passada e foi eliminado na Taça de Portugal.

Na Taça da Liga, o Benfica estará presente na final-four, em Leiria, onde vai medir forças com o Boavista, numa das meias-finais da prova.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG