F. C. Porto - Boavista

Dérbi foi muito azul e ainda deu para entrada de sonho

Dérbi foi muito azul e ainda deu para entrada de sonho

F. C. Porto vence Boavista de forma concludente, num jogo em que o inglês Danny Loader se estreou com o golo do 4-1. Díaz brilhou e Evanilson bisou

Foi num dérbi desequilibrado, mas com bastante emoção, que o F. C. Porto somou a quinta vitória seguida na Liga, diante de um Boavista que continua em dificuldades e não ganha há sete jornadas. Os portistas reagiram bem ao desaire na Taça da Liga e mostraram que o campeonato é outra música, tendo realizado uma exibição com bom ritmo ofensivo e golos a condizer. O tiro de Hamache, que empatou o jogo a um à meia hora, pouco depois de Luis Díaz ter aberto o marcador, não chegou para emperrar a equipa azul e branca, que esteve sempre por cima e podia ter conseguido um resultado ainda mais dilatado.

Sérgio Conceição devolveu os habituais titulares ao onze dos dragões (da equipa que tinha iniciado o jogo com o Santa Clara, só Marcano repetiu a presença) e cedo se percebeu que a ação ia passar muito pelas redondezas da baliza boavisteira. Muito desfalcada no centro da defesa, a equipa axadreza foi defendendo, teve o mérito de restabelecer o empate quando o jogo estava todo a favor do F. C. Porto, mas o 2-1 sofrido perto do intervalo e o 3-1 logo no reatamento, ambos de Evanilson após assistências de Taremi, acabaram com as esperanças das panteras.

Mesmo a ganhar por dois e com a Champions no horizonte, os dragões nunca se desligaram da corrente e o jogo foi mantendo a alta voltagem na segunda parte, muito por culpa de um duelo particular que foi travado por Taremi e o árbitro Tiago Martins. A história já vinha de trás, desde a visita do Paços de Ferreira ao Dragão, quando o juiz lisboeta, então como VAR, validou a expulsão do iraniano por alegada simulação de um penálti. Um mês depois, a novela teve mais capítulos, com o avançado portista a cair várias vezes na área, sem que Martins assinalasse nada. Conceição fartou-se e tirou o persa do campo aos 71 minutos.
Rábulas à parte, o Boavista foi tentando reentrar no jogo e o F. C. Porto continuou em busca do 4-1, que viria a surgir nos descontos, com um toque artístico do inglês Loader, chamado da equipa B dos portistas e capaz de corooar a estreia com um golo. É um cliché, mas não há como fugir-lhe: foi mesmo entrar, ver e marcar.

Mais: Díaz voltou a fazer um jogo endiabrado, com um golo e uma assistência. Evanilson aproveitou dois belos passes de Taremi para bisar. Hamache silenciou o Dragão com uma bomba de fora da área

Menos: O Boavista entrou a dormir na segunda parte e abriu muito espaço atrás para a jogada do 3-1. Não se lhe nega o esforço, mas Zaidu voltou a mostrar que está uns furos abaixo da média na equipa portista

Árbitro: Há lances discutíveis nas quedas da Taremi na área do Boavista. Nítido foi um empurrão a Evanilson, aos 23 minutos. Era penálti, mas o árbitro e o VAR estavam noutra onda

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